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Operários da construção civil realizam mais um protesto em frente ao Ministério das Finanças para exigir o pagamento de uma dívida pública com mais de 25 anos

SANTO DOMINGO - Pela terceira vez, um grupo de profissionais da construção civil, pertencentes ao Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Topógrafos (CODIA), realizou um protesto ontem, terça-feira, em frente ao Ministério da Fazenda, para exigir mais uma vez que o Estado Dominicano lhes pague os RD$ 385 milhões que lhes deve por serviços de empreiteira.

Os organizadores não foram recebidos pelas autoridades desse Ministério, apesar de terem tentado falar com seus dirigentes, de acordo com Emiliano Familia, porta-voz do Comitê Institucional de Codiano (CIC).

“Queríamos convocar esta reunião para pedir ao Presidente Luis Abinader que nos lembre que o grupo de engenheiros que exige o pagamento ao Estado Dominicano de dívidas que remontam a 1996, referentes a obras formalmente contratadas, construídas, medidas, devidamente supervisionadas e colocadas em funcionamento em todo o território nacional, não deve prosseguir com a ação”, afirma um comunicado da CIC.

Os demandantes explicam que a dívida atualmente abrange cerca de onze instituições públicas e que Abinader prometeu, durante sua campanha, pagar os empreiteiros que têm dívidas pendentes há muitos anos, desde 1996.

“Ao assumir o poder, ele incumbiu vários funcionários de resolver a questão, e até hoje ainda estamos esperando. Já passou tempo suficiente”, enfatizou o grupo de mais de cem profissionais e representantes de pequenas construtoras.

Acrescentaram que se tratava de um problema herdado do governo anterior, mas que não se justifica que, se o Presidente Abinader ordenou a resolução da situação, os responsáveis ​​a compliquem com uma burocracia sem sentido, uma vez que existem requisitos para a cobrança que não se aplicam a quem contratou antes da aprovação da Lei de Compras e Contratos n.º 340-06.

“Diversos arquivos foram analisados, mas os registros dos contratos não constam na Secretaria do Controlador Geral. Isso não deve se sobrepor a um contrato autenticado em cartório, visto que sua legalização possui força jurídica suficiente”, declararam os membros da CIC.

Eles criticaram o fato de estarem sendo submetidos a esse calvário e de que "funcionários questionáveis, que deveriam ter pago por centenas de projetos concluídos, estão sendo recompensados ​​com prisão domiciliar. Presidente Abinader, se o senhor não intervir, eles vão prejudicar sua imagem", declararam.

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