SANTO DOMINGO -Enmanuel Rivera Ledesma, identificado pelo Ministério Público como o principal líder de uma organização criminosa que supostamente obteve mais de 700 milhões de pesos com a venda fraudulenta de apartamentos na região metropolitana de Santo Domingo, teve sua prisão preventiva confirmada nesta segunda-feira.
O empresário está preso desde janeiro do ano passado, quando as autoridades lançaram uma operação denominada "Operação Ninho", com mais de 25 buscas, com 170 policiais e 28 promotores procedendo ao cumprimento dos mandados de busca e apreensão contra os alvos da investigação, além da apreensão de provas relacionadas ao caso.
A pedido do Ministério Público, um tribunal do Distrito Nacional determinou que o suposto líder da rede que fraudou dezenas de pessoas com projetos imobiliários e que foi desmantelada pela Operação Nido, lançada em janeiro do ano passado, deve permanecer em prisão preventiva.
O Quarto Tribunal Colegiado do Distrito Nacional decidiu manter a medida de privação de liberdade, entendendo que a defesa de Rivera Ledesma não acrescentou nenhum novo fundamento que modificasse o já existente.
Durante o dia, o Ministério Público foi representado pelos procuradores Magalys Sánchez e Yuderky Utate, que avaliaram a decisão do tribunal presidido pela juíza Keyla Pérez, que marcou a leitura integral da sentença contra o réu para 18 de setembro.
No dia anterior, a continuação do julgamento contra Ledesma e seus associados foi suspensa até terça-feira, 16 de setembro.
Em relação ao caso
Em 3 de janeiro de 2024, o Ministério Público lançou a Operação Nido, com a qual desmantelou uma rede que fraudou centenas de pessoas, oferecendo-lhes casas em supostos empreendimentos imobiliários, através de múltiplas manobras fraudulentas.
No âmbito da Operação Nido, o Ministério Público e a Polícia Nacional realizaram vinte e cinco (25) batidas em San Cristóbal, Dajabón, Espaillat, Sánchez Ramírez e no Distrito Nacional.
A investigação, conduzida pelo Ministério Público, revelou que a rede criminosa utilizava as empresas Indisarq, SRL, CRD Equipos Pesados, SRL, Grupo Wimar, SRL e Auto Xperts AFM SRL, através das quais criavam um esquema fraudulento para aplicar golpes, falsificação, associação criminosa e lavagem de dinheiro em detrimento das vítimas a quem ofereciam imóveis em sete empreendimentos imobiliários.
Durante a investigação, foram apreendidas provas que demonstram que o acusado, Emmanuel Rivera Ledesma, usava nomes de pessoas conhecidas para enganar as vítimas, fazendo-as acreditar que ele estava sendo protegido por indivíduos que ele, na verdade, não conhecia. Também foram coletadas provas do estilo de vida luxuoso desfrutado por vários membros da rede, financiado com o dinheiro obtido das vítimas.
Como resultado da investigação, Rivera Ledesma iniciou uma série de manobras com o objetivo de impedir que as vítimas apresentassem queixas contra ele ou retirassem queixas já apresentadas.
Ele também procurou fazer com que as vítimas assinassem novos contratos e tomassem outras medidas com o objetivo de obstruir o processo de investigação, o que demonstra que o réu e outros membros da rede devem cumprir uma medida coercitiva que os impeça de destruir provas e de representar uma ameaça clara para as pessoas lesadas.




