SANTO DOMINGO- Economistas da Universidade Autônoma de Santo Domingo (UASD) solicitaram ontem uma análise detalhada do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), por se tratar do segmento da população mais afetado pela reforma tributária.
Nicolás Jiménez, diretor da Escola de Economia da UASD, e Antonio Ciriaco, decano da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais, expressaram sua preocupação com a proposta apresentada pelo governo na Lei de Modernização Fiscal, observando que essa medida afetaria significativamente a classe média na República Dominicana.
Jiménez argumentou que a medida poderia empobrecer aqueles que agora terão que pagar impostos sobre casas que antes eram isentas de impostos.
Ciriaco, por outro lado, sugere que o IPI seja moderado. "Ou se aumenta ligeiramente o valor isento, ou se reduz a taxa de 1% para meio ponto percentual como forma de moderá-lo, porque, caso contrário, terá impacto no mercado imobiliário, aumentando os preços das casas e dos aluguéis", salientou Ciriaco.
Ele afirmou que esse imposto não afeta apenas a classe média, mas também aumenta o custo dos aluguéis.
Ele explicou que o problema está se agravando porque muitas casas se valorizaram, ultrapassando o novo limite de isenção fiscal de cinco milhões de pesos. "Isso significa que as famílias de classe média enfrentarão impostos mais altos na compra ou aluguel de imóveis, exacerbando o fardo financeiro sobre esse setor", disse ele.

Antonio Ciríaco. (Fonte externa).
Os dois economistas discursaram no âmbito do Segundo Congresso Econômico Dominicano – Reforma Fiscal e Modelo de Desenvolvimento – que vem sendo realizado desde ontem na UASD.
Com informações do Diario Libre.




