SANTO DOMINGO - O armazém que pegou fogo no último domingo, 8 de junho, na Merca Santo Domingo, terá que ser completamente demolido, já que a estrutura sofreu danos significativos, afetando 56 estabelecimentos comerciais e mais de mil funcionários diretos e indiretos que ali trabalhavam.
A declaração foi feita ontem por Rafael Díaz Cueva, presidente da associação de comerciantes do mercado, após constatar que os prejuízos chegam a milhões e deixaram dezenas de proprietários e trabalhadores que dependiam diretamente da atividade comercial no armazém F-1, onde ocorreu o incêndio, em situação crítica.
Durante uma visita às instalações realizada pelo El Inmobiliario , confirmou-se que o edifício foi consumido pelo fogo em aproximadamente 85%, apresentando grande deterioração em toda a parte interna e frontal, onde o fogo teve início e cobriu completamente a estrutura.
O líder dos comerciantes esclareceu que, embora se estime um prejuízo econômico de aproximadamente RD$ 800 milhões, esse valor ainda não é definitivo, pois o cálculo se baseia no estoque. "Ainda não temos o valor total do prejuízo porque ele é calculado com base no estoque. Não podemos afirmar com certeza qual foi o valor do prejuízo; precisamos esperar", enfatizou.
O incêndio completamenteo armazém usado para a venda de produtos secos, como arroz, feijão, açúcar e óleo — itens essenciais vendidos principalmente no atacado para abastecer hotéis, mercearias e supermercados. No total, aproximadamente 56 empresas operavam na área, empregando quase mil pessoas, além dos proprietários.
Embora a causa exata do incêndio ainda não tenha sido determinada, Díaz Cueva afirmou que estão aguardando os diagnósticos para saber com certeza o que causou o desabamento da estrutura.
Em relação ao futuro do edifício F-1, o presidente da associação indicou que, caso a demolição seja aprovada, será para fins de reconstrução, visto que se trata de um espaço comercial de grande valor para os comerciantes afetados. "Eles já estão sendo acomodados em espaços temporários que alguns de nossos membros ocuparam em outras áreas do Mercado Merca, até que o prédio onde trabalhavam possa ser reconstruído", explicou.
Diaz Cuevas destacou o apoio que receberam das autoridades desde o início, incluindo a presença imediata do Ministro da Agricultura, bem como a visita do Ministro da Presidência, José Ignacio Paliza, representando o Presidente Luis Abinader. Ele também expressou sua gratidão pelo apoio constante do gerente geral da Merca Santo Domingo, Tony Morillo, que, segundo ele, se manteve firme ao lado dos comerciantes afetados.
Por fim, ele expressou sua confiança de que as autoridades darão uma resposta rápida para iniciar a reconstrução deste espaço vital para a economia local e nacional.
Foto: Paola Solis/El Inmobiliario.




