“Outras falhas igualmente importantes em pontes, que de fato ocorrem, estão no projeto e durante o processo de construção.”.
SANTO DOMINGO - Cristian Rojas, presidente do Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Agrimensores, acredita que as autoridades do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) deveriam realizar um levantamento das estruturas das pontes metálicas existentes no país desde a época de Rafael Leonidas Trujillo.
“Seria interessante que as autoridades de Obras Públicas realizassem um levantamento das estruturas de pontes metálicas existentes no país desde a época de Trujillo, pois desconhecemos o estado das juntas dos elementos estruturais e das soldaduras”, recomendou o líder sindical.
Em relação ao colapso da ponte Potón em La Vega, o engenheiro Rojas afirma que as falhas em pontes podem ocorrer devido a diferentes fatores durante sua vida útil, especialmente em rodovias, sendo a fadiga e os efeitos ambientais as principais causas de sua deterioração.

“Além disso, há uma falta de programa de manutenção preventiva por parte do MOPC, que é a instituição responsável por isso”, afirmou o especialista.
Ele explicou que a fadiga é a aplicação de estresse repetitivo ou carga cíclica em pontes, que começa com o aparecimento de fissuras que, quando usadas continuamente, causam danos maiores.
“Outro fator importante nas falhas de pontes é o impacto ambiental e, fundamentalmente, as falhas devido à corrosão do aço (por exemplo, a Ponte das Américas na Avenida Hípica). A corrosão é um processo químico ou eletroquímico, lento e perigoso, pois as falhas que produz em pontes são frequentemente catastróficas. A corrosão está ligada ao tempo, ao material e ao meio ambiente”, acrescentou o presidente da Codia.
Ele acrescentou ainda a falha por fratura que ocorre quando há uma deficiência em algum elemento estrutural que apresenta fissuras previamente e, na maioria dos casos, ocorre devido a uma sobrecarga.
“Outras falhas igualmente importantes em pontes, que de fato ocorrem, estão no projeto e durante o processo de construção.”.
Trezentas pontes desabaram
O geólogo Osiris de León declarou ontem El Inmobiliario que, desde o furacão David em 1979, eventos atmosféricos causaram falhas em cerca de 300 pontes em todo o país, razão pela qual ele afirma ser necessário redefinir os critérios de construção dessas estruturas.
“Em três aspectos fundamentais: as fundações da ponte não devem ser suscetíveis à erosão; o tabuleiro da ponte deve estar sempre mais alto, no nível máximo que o rio pode atingir na cheia máxima provável; e os acessos à ponte não devem ser feitos de areia, argila ou cascalho fino, mas sim construídos com grandes blocos de rocha de pelo menos um metro cúbico cada, que não sejam suscetíveis à erosão causada por inundações”, recomenda o especialista.
Ele relatou como o furacão George causou o colapso de todas as pontes na parte sul do país, de Azua a Barahona, incluindo San Juan de la Maguana; como a tempestade Jeanne destruiu o tabuleiro da ponte sobre o rio Chavón; e como as tempestades Olga e Noel destruíram as pontes em San Cristóbal, Bonao e Maimón.




