Mercado Imobiliário Residencial : A Lei do Ministério da Habitação está incompleta, faltando algo...

O Ministério da Habitação está deixando de lado algo importante: isto…

As entidades exigem ser incluídas para pôr fim à dispersão e à improvisação que prevalecem na indústria e que afetam o setor

Alberto Bogaert, presidente da AEI, está insatisfeito com a nova lei do Ministério da Habitação porque ela exclui a associação que ele representa. Foto: Fidel Pérez.

SANTO DOMINGO- A AEI (Associação de Agentes e Empresas Imobiliárias) afirmou não compreender os motivos pelos quais os agentes imobiliários foram excluídos da Lei que criou o Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED), visto que estavam incluídos na minuta preliminar submetida ao Congresso Nacional.

“Por isso, entendemos que a lei está incompleta, pois não inclui um dos principais pilares do setor da construção civil, os agentes imobiliários, uma figura reconhecida mundialmente”, explicou Alberto Bogaert, presidente da AEI, em entrevista ao El Inmobiliario.

Ele argumentou que tanto na minuta preliminar apresentada pela Associação Dominicana de Construtores e Promotores de Imóveis (ACOPROVI), quanto na enviada pelo Poder Executivo, os corredores estavam presentes, porém, na lei aprovada pelos senadores e deputados, eles estão ausentes.

De acordo com Bogaert, pesquisas realizadas por entidades ligadas ao mercado imobiliário indicam que existem entre 2.000 e 3.000 corretores no país que atuam no setor imobiliário sem qualquer tipo de regulamentação, e por isso depositaram suas esperanças na organização do setor por meio da iniciativa, que aguarda aprovação pelo Poder Executivo.

“Uma das principais funções do MIVHED é regular diferentes áreas relacionadas ao setor habitacional; existem gestores urbanos, que são uma figura nova, engenheiros estruturais, construtores, então não entendemos por que não estamos incluídos”, questionou o presidente da AEI.

Ele afirmou que o sindicato que representa almeja há anos organizar os incorporadores imobiliários, visto que a construção civil representa um dos setores mais dinâmicos da economia e que essa lei era a oportunidade de concretizar seus planos de normalização.

O representante do AEI citou o caso dos Estados Unidos, onde os corretores de imóveis precisam estudar por seis meses, fazer um exame e esperar por uma licença para exercer a profissão, enquanto no país uma pessoa com apenas um celular e um cartão de visitas atua como parte da profissão, porque não há nenhum órgão que aprove ou desaprove sua qualificação.

“Queremos ser como os corretores de seguros que, para se candidatarem, têm de ir à Superintendência de Seguros, preencher alguns formulários, fazer um exame, pagar uma caução e, depois, receber a licença”, disse ele.

Bogaert destacou, no entanto, que, apesar disso, o país possui consultores imobiliários treinados, atualizados e bem posicionados, que desempenham um papel crucial em ajudar os investidores a tomar as melhores decisões e proteger seu capital.

Ele mencionou a especialização como uma ferramenta útil, que cresceu nos últimos anos e permite um foco melhor e um serviço mais profissional. Como resultado, o país conta com incorporadoras especializadas em turismo, construção civil, administração de imóveis, comércio e outros setores.

Corretores mestres

Uma nova tendência em expansão no país é a dos Masterbrokers, onde diversas agências imobiliárias unem forças para adquirir empreendimentos e vendê-los com exclusividade. Bogaert explicou que outras empresas estão se juntando a esse grupo, operando sob a égide das pioneiras, o que dinamizou o setor, pois libera as construtoras da necessidade de gerenciar as vendas por conta própria.

Mais treinamento

A AEI está comprometida em fornecer programas educacionais contínuos para apoiar seus membros em treinamento e atualização de conhecimentos. Atualmente, conta com 800 membros e aproximadamente 140 empresas associadas; seus cursos são elaborados para capacitar os agentes com as ferramentas essenciais para aprimorar suas habilidades e oferecer um serviço de alta qualidade aos seus clientes.

Apesar disso, o presidente da AEI acredita que o setor como um todo necessita de mais formação. “Este ano, já realizámos três programas de certificação com 400 alunos. Esta é uma das nossas principais funções, porque um agente que não está atualizado não consegue oferecer um serviço de qualidade; se não for um bom consultor, não consegue contribuir para o sucesso do negócio”, sublinhou.

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