SANTO DOMINGO -O Banco Central da República Dominicana (BCRD) informou nesta quarta-feira que as remessas recebidas nos dois primeiros meses deste ano atingiram a cifra de US$ 1.566,3 milhões, apresentando um crescimento de 3,9% em comparação com o mesmo período de 2022.
O mês de fevereiro registrou um valor de remessas de aproximadamente US$ 764,3 milhões, um aumento de 2,1% em comparação com fevereiro de 2022.
Ele explicou que o desempenho econômico dos Estados Unidos foi um dos principais fatores que influenciaram o comportamento das remessas, já que 84,9% dos fluxos formais em fevereiro vieram daquele país, o que equivale a US$ 558,5 milhões.
Vale destacar que a economia dominicana cresceu 2,1% em 2022, segundo o Escritório de Análise Econômica, e o desemprego em fevereiro de 2023 ficou em 3,6%, o menor nível em mais de 50 anos. Além disso, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor não manufatureiro do Instituto de Gestão de Suprimentos (ISM) registrou 55,1 em fevereiro, indicando expansão no setor de serviços, onde a maioria da diáspora dominicana está empregada.
A instituição financeira destacou o recebimento de remessas por meio de canais formais de outros países em fevereiro, como a Espanha, que recebeu US$ 37,4 milhões, representando 5,7% do total. A Espanha é o segundo maior receptor de remessas da diáspora dominicana no exterior. Haiti e Itália vieram em seguida, recebendo 1,1% e 0,8% do total, respectivamente. As remessas restantes foram distribuídas entre países como Suíça, Canadá e Panamá, entre outros.
Em relação à distribuição das remessas recebidas por província durante fevereiro, o Banco Central da República Dominicana (BCRD) indica que o Distrito Nacional recebeu a maior parcela, com 35,2%, seguido pelas províncias de Santiago e Santo Domingo, com 14,3% e 8,6%, respectivamente. Isso indica que mais da metade (58,1%) das remessas são recebidas nas áreas metropolitanas do país.
A instituição destaca que os maiores fluxos de renda externa também permitiram a acumulação de reservas internacionais no final de fevereiro de cerca de US$ 15,6 bilhões, representando 12,9% do PIB e cerca de 5,9 meses de importações, indicadores que superam os níveis recomendados pelo FMI.




