SANTO DOMINGO - O Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais informou nesta segunda-feira que respondeu a mais de 600 pedidos de licenças ambientais durante os primeiros 30 dias da administração do Ministro Paíno Henríquez.
Essas ações resultaram em investimentos superiores a RD$ 108 bilhões, distribuídos por setores como turismo, construção, imobiliário, energias renováveis, zonas francas e agronegócio, entre outros, representando um impacto positivo significativo na economia nacional, segundo comunicado da entidade.
De acordo com os registros do Vice-Ministério de Gestão Ambiental, os processos que concluíram a avaliação ambiental pela entidade governamental responsável pelo meio ambiente totalizaram 613, sendo 4 licenças ambientais (categoria A); 31 autorizações ambientais (categoria B); 198 certificados ambientais (categoria C); 204 certificados de mínimo impacto (CRIM), que se enquadram na categoria D; 74 que não necessitaram de autorização, 47 encerrados e 55 renovações, totalizando RD 108.164.770.920.
Além disso, a instituição informou ter emitido 49 Termos de Referência (TdR) para projetos a serem executados com um custo de investimento estimado em RD$ 47.289.128.758. Os TdR são requisitos escritos que estabelecem o escopo e o conteúdo mínimo exigido para os estudos ambientais. Uma vez emitidos, o gerente e/ou o desenvolvedor do projeto devem elaborar seu estudo ambiental, que servirá de base para a concessão ou negação da autorização.
Paíno Henríquez afirmou que, durante seus primeiros 30 dias na instituição, dedicou-se integralmente a aprimorar e otimizar as transformações determinadas pelo Governo, dando continuidade a aspectos de melhoria do ministério e a projetos importantes.
"A ideia é continuar transformando o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais na instituição mais moderna do país, otimizando os processos existentes e focando em uma melhor proteção dos recursos naturais e do meio ambiente em toda a República Dominicana", afirmou.
A este respeito, lembrou que, desde o primeiro dia de seu governo, implementou uma política de "tolerância zero contra crimes ambientais; aplicando a lei contra criminosos ambientais", com o auxílio da Procuradoria Especializada em Proteção do Meio Ambiente e Recursos Naturais, do Serviço Nacional de Proteção Ambiental (SENPA) e de outras instituições.
"Não importa a natureza da infração ou a natureza do infrator, seja pequeno, médio ou grande", alertou o funcionário, que acrescentou que as operações contra aqueles que violam as disposições da Lei Ambiental 64-00 foram duplicadas .
Por sua vez, Lenin Bueno, vice-ministro da Gestão Ambiental, afirmou que essas conquistas se somam a 49 autorizações e 55 renovações aprovadas em apenas 30 dias.
Ele explicou que o processo de licenciamento no Ministério do Meio Ambiente começa quando uma pessoa física ou jurídica devidamente constituída se cadastra na plataforma online https://serviciosdigitales.ambiente.gob.do, independentemente do dispositivo utilizado, onde se inicia o pedido de qualquer licença ambiental.
"São solicitados seis documentos iniciais: registro comercial, título de propriedade, mapa ou levantamento cadastral, relatório descritivo, planta do local e orçamento estimado. Depois, durante o processo de avaliação da licença, podem ou não solicitar informações adicionais, se necessário", disse o vice-ministro.
“É importante que esses documentos estejam nos formatos corretos e visualmente claros para que a equipe de pré-qualificação aceite esses seis requisitos como válidos e completos. Somente se estiverem corretos é que o processo de avaliação da sua candidatura terá início. Após tudo ser aceito como válido e completo, o projeto recebe a pré-qualificação com base em nossos regulamentos e na Lei 64-00, que os divide em quatro tipos de licenças, dependendo do impacto ambiental: A, que corresponde a uma 'licença ambiental', para projetos com alto potencial de impacto; B, para projetos de impacto moderado; e C e D, que correspondem a um 'certificado ambiental' e a uma 'certificação de impacto mínimo', respectivamente”, observou Bueno.
Ele assegurou que, para continuar aprimorando os processos, o Vice-Ministério de Gestão Ambiental busca lançar uma nova regulamentação de política ambiental, que simplificará os procedimentos, implementará modelos de digitalização de licenças, utilizará inteligência artificial (IA) e fortalecerá as áreas, com a integração de mais técnicos, o que também representará uma melhor qualidade nos serviços.




