SANTO DOMINGO– Nesta segunda-feira, 17 de novembro, às 15h, expira o prazo para que as empresas do setor da construção civil, filiadas à Associação Dominicana de Construtores e Promotores de Imóveis (ACOPROVI), enviem informações detalhadas sobre seus projetos, que receberão “atenção e gestão prioritárias” em instituições públicas.
Em mensagem enviada na última sexta-feira, 14 de novembro, e à qual El Inmobiliarioteve acesso, a associação pede aos seus membros que enviem, o mais breve possível, os processos de projetos que aguardam aprovação em qualquer instituição governamental.
foi designada atenção e gestão prioritárias para a ACOPROVI, para todos os casos de projetos que aguardam aprovação em qualquer instituição governamental", diz o comunicado enviado pela entidade aos seus membros.
Ele acrescenta que, para agilizar a resolução desses casos, os interessados devem preencher e enviar as informações correspondentes "imediatamente", incluindo o nome da empresa, do representante, da instituição governamental onde o processo está localizado, se aplicável; a data de depósito, o início do processo, o nome do projeto e seu endereço.
No entanto, a Associação de Incorporadoras e Construtoras de Cibao (APROCOVICI) e a Associação de Construtoras de Santo Domingo Leste (ACOSDE)informaram El Inmobiliario que não receberam notificações semelhantes, o que levanta dúvidas sobre o alcance e a natureza da instrução governamental.
O que a mensagem diz e o que ela não diz
O texto distribuído entre os desenvolvedores afirma que as informações devem ser enviadas antes das 15h de hoje, segunda-feira, 17 de novembro, via WhatsApp ou e-mail, ao representante designado da guilda.
Embora a mensagem utilize linguagem enfática, cores vibrantes e um senso de urgência, ela não especifica se existe uma resolução oficial, nem indica o mecanismo administrativo pelo qual a prioridade seria implementada. Também não especifica se trata-se de um acordo formal com o governo, de um grupo de trabalho técnico prévio ou de uma iniciativa sindical em andamento.
A referência à “atenção e gestão prioritárias para a ACOPROVI” sugere um canal diferenciado para os promotores imobiliários da associação, enquanto outros empresários da construção civil continuam a denunciar atrasos na emissão de licenças, restrições de financiamento e aumento de custos.
Um setor em declínio e sob pressão
A divulgação desta mensagem ocorre em meio a um desempenho econômico particularmente delicado para o setor da construção civil. Segundo o Banco Central, o setor registrou uma variação anual de -2,3% entre janeiro e junho de 2025, mantendo a tendência de contração iniciada no começo do ano. Em contrapartida, o PIB agregado cresceu 2,4% no mesmo período.
Em 2024, a construção civil encerrou o ano com um crescimento de 2,1%, um dos mais baixos entre as atividades econômicas, e o aumento do custo de insumos como aço e cimento continua sendo um problema apontado por empresas e associações.
A ACOPROVI alertou publicamente sobre os obstáculos enfrentados pelo setor, como as altas taxas de juros, o aumento dos custos de materiais e as demoras nos procedimentos, enquanto associações menores afirmam que o crescimento recente não gerou oportunidades iguais, especialmente para projetos de médio e pequeno porte.
Medidas oficiais
Embora a mensagem atribua a instrução diretamente à Presidência, as iniciativas conhecidas até o momento do Governo têm sido de natureza geral, não dirigidas exclusivamente à ACOPROVI. Entre elas:
- Março de 2025: O presidente Luis Abinader anunciou a disponibilidade de RD$ 3 bilhões para um programa de mecanização na agricultura e na construção civil, financiado pela Bandex, com prazos de até sete anos e taxas a partir de 9,5%.
- Abril de 2025: O Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (MIVED) apresentou seu Plano Estratégico 2025-2028, que inclui a construção de 2.548 novas moradias, a melhoria de 12.000 moradias existentes e a simplificação dos processos de licenciamento por meio de melhorias regulatórias.
- 7 de agosto de 2025: Em reunião com prefeitos, o presidente informou que o Executivo aprovou RD$ 4 bilhões para a construção de calçadas e meio-fios em todo o país.
Essas medidas visam estimular a atividade da construção civil de forma ampla, sem privilegiar nenhuma categoria profissional específica.




