Mercado imobiliário residencial : O governo deve reduzir os obstáculos ao setor da construção civil.

O governo deve reduzir os obstáculos ao setor da construção

SANTO DOMINGO- Ao apoiar a recuperação da indústria de cimento e vergalhões, o Estado contribuiria para o dinamismo de outros setores da economia, beneficiando diversos cidadãos que também pagam impostos.

Esta seria uma forma de reduzir os obstáculos decorrentes de fatores externos e estruturais a nível local, sem grandes sacrifícios fiscais, argumenta o editorial do jornal Hoy de 2 de maio.

Sob o título "Libertando o setor da construção de fatores adversos", o jornal matutino argumenta que os contextos globais e locais atuais impactam negativamente os custos operacionais e os preços finais, em detrimento de construtoras e compradores, reduzindo o dinamismo dos investimentos.

"É muito importante que o setor da construção civil continue no ritmo que o caracteriza há décadas, contribuindo para que este seja um dos países com elevado Produto Interno Bruto, ao mesmo tempo que desempenha um papel importante como gerador de empregos", é o posicionamento nesta data.

O jornal Hoy considera que, como setor da economia, a construção de estruturas para fins residenciais ou comerciais, de micro a grandes dimensões, aumenta a riqueza da sociedade dominicana, proporcionando, obviamente, melhores habitações para as famílias e mais edifícios de natureza utilitária.

“Alguns ajustes solicitados formalmente por construtoras, imobiliárias e agentes de crédito imobiliário visam flexibilizar os controles de liquidez por seis meses no acesso ao financiamento e aliviar o peso das tarifas e do IVA que intensificam o alto custo das matérias-primas importadas, o que seria alcançado por meio da revisão da forma como são calculados”, diz o editorial.

O pedido das associações industriais

Em comunicado divulgado na semana passada, três organizações da construção civil solicitaram ao Estado que avaliasse, em conjunto com a Comissão de Regulação das Práticas Comerciais Desleais e Medidas de Salvaguarda (CDC), a necessidade de eliminar as atuais medidas antidumping por um período de 6 meses, o que permitiria a entrada de produtos essenciais da construção civil, como o aço, entre outros, com a tarifa já estabelecida, sem qualquer penalidade ou custo adicional.

Da mesma forma, as associações do setor da construção civil estão propondo iniciativas monetárias e financeiras, com o objetivo de criar as condições para promover o acesso a linhas de financiamento com empréstimos provisórios a taxas competitivas para os promotores imobiliários.

“Além de empréstimos hipotecários, com taxas de juros baixas e redução do imposto de transmissão para compradores de imóveis novos de 3% para 2%, por um período de um ano”, sugerem eles.

“A fim de diversificar as compras e os contratos, foi proposto avaliar a possibilidade de o Estado realizar concursos públicos abertos de âmbito nacional e internacional, com o intuito de colmatar a lacuna na aquisição de determinados produtos de construção necessários ao desenvolvimento de projetos do setor público.”.

As propostas foram sugeridas pela Associação Dominicana de Construtores e Promotores de Imóveis (ACOPROVI), pela Associação de Promotores e Construtores de Imóveis de Cibao (APROCOVICI) e pela Câmara Dominicana da Construção (CADOCON), que solicitaram ao governo que as levasse em consideração para preservar o direito de mais dominicanos ao acesso a moradias dignas.

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