SANTO DOMINGO - Por instrução do presidente Luis Abinader, os investimentos em construção aumentarão no primeiro trimestre do ano, medida que visa colocar a economia dominicana no caminho do crescimento.
Entre janeiro e março, o Governo lançará uma agenda intensa de construção e inauguração de obras públicas para que o país possa alcançar a mesma prosperidade em 2023 que alcançou este ano.
Durante a reunião do Conselho de Ministros realizada na semana passada, Abinader instruiu os chefes das instituições responsáveis pela execução das obras a destinarem a maior parte do orçamento a projetos de construção pública.
O Orçamento Geral do Estado para 2023 inclui despesas de capital para construções em andamento, por contrato e administração, num total consolidado de RD$ 165.917 milhões.
Os projetos de construção em andamento totalizam RD$ 42.777 milhões; os projetos contratados somam RD$ 33.812 milhões; e os projetos de construção gerenciados pela administração totalizam RD$ 8.965 milhões. O Ministério da Habitação, Habitat e Edificações destinou RD$ 5.522 milhões para a construção, reconstrução e melhoria de edifícios.
O projeto Indri alocou aproximadamente RD$ 2.580 milhões para a construção e reabilitação de barragens.
José Ignacio Paliza, ministro administrativo da Presidência, explicou que o objetivo do Governo é manter a intensidade dos investimentos e que "o povo poderá não só desfrutar de um maior nível de bem-estar graças às obras que serão realizadas, como também contribuir para a manutenção do ritmo de crescimento econômico na República Dominicana".
Descida em 2023
Durante o ano de 2022, o crescimento do setor da construção civil diminuiu significativamente, passando de 23,4% no ano passado para 1,6% nos primeiros onze meses deste ano.
Jorge Montalvo, presidente da ACOPROVI, Associação de Construtores e Incorporadores Imobiliários, acredita que, com as medidas corretas do governo e das autoridades monetárias, o setor da construção civil poderá se recuperar em 2023 e retomar o dinamismo que o caracterizou no ano passado, quando foi o segundo setor de crescimento mais rápido e um componente fundamental na retomada da economia dominicana em 2021.
Montalvo destacou a desaceleração da construção civil em comparação com o ano passado, com um crescimento de apenas 1,6% entre janeiro e novembro, passando da posição privilegiada de segundo lugar em 2021 para a 16ª entre os setores produtivos neste ano.
“As principais causas dessa desaceleração são os altos custos dos materiais de construção e o aumento contínuo das taxas de juros, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central na semana passada”, explica ele.
Em relação à inflação, o presidente da Acoprovi gostaria de acreditar que o pior já passou, com base no fato de que, desde o início da pandemia até julho deste ano, o Índice de Custo Direto da Habitação (ICDV), mantido pelo Instituto Nacional de Estatística (ONE), disparou mais de 40%, diminuindo apenas um pouco mais de 2% com a redução de alguns materiais entre agosto e setembro.




