Página inicialCasar com a sua casaFinançasFMI pede política fiscal rigorosa em meio à alta inflação; sugere aumento de impostos sobre...

O FMI defende uma política fiscal rigorosa em meio à alta inflação e sugere o aumento de impostos para os mais ricos

EFE, Washington

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que os países da América Latina devem implementar políticas fiscais mais rigorosas, como o aumento de impostos para os mais ricos, para conter a alta inflação e, assim, reduzir a influência dos bancos centrais em sua política monetária.

"Uma postura fiscal mais contracionista ajudaria a conter a demanda interna, permitindo que as taxas de juros caíssem mais cedo", afirmou a instituição hoje em uma nota regional publicada por ocasião das reuniões de primavera do Fundo com o Banco Mundial, que estão sendo realizadas em Washington.

O conselho está alinhado com a mensagem do FMI durante as reuniões, nas quais defendeu um aperto da política fiscal como forma de complementar a política monetária, num momento em que o crescimento está sendo prejudicado pelas altas taxas de juros e pela incerteza global.

Segundo Nigel Chalk, vice-diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Banco Mundial, a inflação persistente provavelmente significa que "as taxas de juros terão que permanecer elevadas por mais tempo do que prevíamos inicialmente".

No entanto, graças ao fato de muitos bancos centrais, como os do México e do Brasil, terem agido muito rapidamente contra a alta dos preços, as expectativas de inflação permaneceram bem ancoradas, "algo incomum em ciclos anteriores", disse o especialista em entrevista à EFE.

Segundo Chalk, isso também ajudou a manter as taxas de câmbio na região firmes, em um contexto de valorização do dólar devido à política de juros elevados do Federal Reserve (Fed) dos EUA, o que também contribuiu para conter o aumento da inflação.

No entanto, se o aumento dos preços ao consumidor se consolidar – se os preços dos alimentos e produtos permanecerem altos –, como parece estar acontecendo, a desaceleração econômica causada por uma política monetária restritiva poderá acabar gerando fragilidades no setor financeiro e afetando o consumo das famílias.

O FMI prevê que as taxas de juros permanecerão elevadas na América Latina durante grande parte deste ano e, em alguns países, até mesmo em 2024, enquanto a inflação poderá não cair para a meta das autoridades até o início de 2025.

Aumentar os impostos sobre os ricos

Para evitar o impacto desproporcional da inflação sobre as pessoas mais desfavorecidas, o FMI propõe aumentar as contribuições fiscais dos mais ricos.

"Implementar políticas tributárias que obriguem os ricos a pagar  a sua parte proporcional deve fazer parte da  solução ", afirmou a organização em comunicado regional.

Dessa forma, argumenta o Fundo, uma política fiscal contracionista pode ser implementada sem reduzir os gastos sociais para combater a desigualdade, um problema persistente na maioria dos países da região.

A recomendação é fundamental em um momento de desaceleração global e regional: de acordo com sua última previsão, o FMI acredita que a América Latina crescerá apenas 1,6% este ano, após registrar um crescimento inesperado de 4% no ano passado, impulsionado principalmente pelo aumento dos preços das commodities.

Nesse ponto, Chalk alertou que os bons números de 2022 se devem principalmente a um aumento na demanda, e não na oferta, e argumentou que melhorar a produtividade será um dos desafios mais importantes que a região terá que enfrentar no futuro.

O especialista considerou que existem muitas razões históricas que explicam os problemas de produtividade da região:

  1. Baixo investimento em infraestrutura
  2. Qualidade do sistema educacional
  3. Corrupção institucional

Ele explicou que esses são desafios muito complexos de resolver, pois exigem "dinheiro e recursos fiscais".

Em particular, Chalk referiu-se ao investimento estrangeiro que, com exceção do México, tem vindo a diminuir progressivamente, e considerou que um ambiente regulamentar que incentive a participação internacional "impulsionaria as perspetivas de crescimento a longo prazo" da América Latina.

Seja o primeiro a saber das notícias mais exclusivas

imagem_local
El Inmobiliario
El Inmobiliario
Somos o principal grupo de mídia da República Dominicana, especializado nos setores imobiliário, da construção civil e do turismo. Nossa equipe de profissionais se dedica a fornecer conteúdo valioso, apresentado com responsabilidade, comprometimento, respeito e compromisso com a verdade.
Artigos relacionados
Anúncio Banner Coral Golf Resort SIMA 2025
Anúncio imagem_local
Anúncioimagem_local