SANTO DOMINGO- O Banco Central da República Dominicana (BCRD) informou que, entre janeiro e setembro de 2025, as remessas recebidas atingiram US$ 8.912,8 milhões, um aumento de US$ 914,1 milhões (11,4%) em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A agência destacou que, em setembro, foram recebidos US$ 991,8 milhões, um aumento de US$ 105,6 milhões (11,9%) em comparação com setembro de 2024, enfatizando que esses recursos fornecidos pela diáspora dominicana no exterior têm um efeito multiplicador no consumo, investimento e financiamento dos setores mais vulneráveis do país.
O Banco Central da República Dominicana (BCRD) explicou que o desempenho econômico dos Estados Unidos foi um dos principais fatores que influenciaram os fluxos de remessas, já que 80,5% dos fluxos formais em setembro, totalizando US$ 729 milhões, tiveram origem naquele país. Além disso, o Banco da Reserva Federal de Chicago estimou que o desemprego geral nos Estados Unidos ficou em 4,3% em setembro, um leve aumento em relação aos 4,2% registrados em agosto, mas ainda próximo aos níveis de pleno emprego.
Entretanto, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor não manufatureiro, divulgado pelo Instituto de Gestão de Suprimentos (ISM, na sigla em inglês), registrou um valor de 50,0 em setembro, abaixo dos 51,7 de agosto; contudo, indica que ainda há dinamismo no setor de serviços, que emprega grande parte da diáspora dominicana.
O Banco Central da República Dominicana (BCRD) também registrou o recebimento de remessas por canais formais de outros países em setembro, como a Espanha, que recebeu US$ 68,1 milhões, representando 7,5% do total. A Espanha é o segundo maior receptor de remessas da diáspora dominicana no exterior. Outros países que receberam remessas incluem Itália, Haiti e Suíça, com 1,5%, 1,4% e 1,3% do total, respectivamente. Canadá e França também fazem parte da lista de países que receberam remessas.
Em relação à distribuição das remessas recebidas por província, o Banco Central da República Dominicana (BCRD) indica que o Distrito Nacional recebeu 47,2% em setembro, seguido pelas províncias de Santiago e Santo Domingo, com 10,7% e 7,1%, respectivamente. Isso sugere que aproximadamente dois terços das remessas (65,0%) são recebidas nas áreas metropolitanas do país.
Analisando o desempenho recente do setor externo, o Banco Central da República Dominicana (BCRD) prevê um crescimento favorável das receitas cambiais ao longo de2025, com o turismo, as exportações e estrangeiro direto (IED), juntamente com as remessas, como os principais contribuintes. As remessas e os fluxos de IED devem atingir aproximadamente US$ 11,7 bilhões e US$ 4,8 bilhões, respectivamente, até o final do ano. Além disso, espera-se que as receitas cambiais provenientes das exportações de ouro ultrapassem US$ 2 bilhões até o final de 2025, impulsionadas pelos preços próximos a US$ 4.000 por onça troy.
Esses fluxos de divisas contribuem para a manutenção da relativa estabilidade da taxa de câmbio, de modo que, em 30 de setembro de 2025, a moeda nacional depreciou 2,3% em comparação com o final de 2024. Esses maiores fluxos externos também permitiram a manutenção de um nível adequado de reservas internacionais, que, no final de setembro, totalizavam US$ 13.294,8 milhões, representando 10,4% do PIB e cobrindo cerca de 4,9 meses de importações, acima dos limites recomendados pelo FMI.
O Banco Central reafirma seu compromisso de monitorar o atual ambiente econômico, a fim de continuar tomando as medidas necessárias para neutralizar o impacto do desafiador cenário internacional sobre a economia dominicana, garantindo assim a estabilidade dos preços e do mercado cambial.




