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Ex-presidente da Codia: “Se necessário, os funcionários sobrecarregados com licenças ambientais devem ser substituídos.”

“Logicamente, esses funcionários estão prejudicando o Estado dominicano ao paralisar o principal motor da economia do país, que é a construção civil.”.

Por Gissel Taveras

El Inmobiliario

SANTO DOMINGO- O ex-presidente do Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Agrimensores (CODIA), Cristian Rojas, pediu ao Ministério do Meio Ambiente e ao presidente Luis Abinader que substituam, se necessário, os funcionários que estão sobrecarregados com as licenças solicitadas pelas construtoras.

Ele indicou que cabe ao presidente fazer as correções necessárias para agilizar os processos naquele ministério.

“A economia não deve ficar paralisada, especialmente a economia de centenas de investidores que trabalham com financiamento, porque esse atraso só reduz seus lucros, já que os juros praticamente consomem os benefícios do projeto”, disse ele, respondendo a perguntas do El Inmobiliariosobre a reclamação das associações de construção civil a respeito da demora do ministério em emitir alvarás de construção para os projetos.

Rojas afirmou que, após a morte de Orlando Jorge Mera e a nomeação de Miguel Ceará Hatton, houve atraso na concessão de licenças ambientais.

“Não sabemos se a vice-ministra, a engenheira Indhira de Jesús, não tem pessoal com a capacidade necessária para gerir os projetos, nem a capacidade técnica para conceder as licenças ambientais”, afirmou.

Ele relatou que, quando um projeto de construção está prestes a começar, seja de habitação, edifícios ou projetos do próprio Estado, é necessário cortar árvores e movimentar grandes quantidades de terra.

Nesse sentido, Rojas entende que a concessão de licenças a empreiteiros e construtores não deve demorar muito.

“A emissão de uma licença ambiental não deveria levar mais de 45 dias. Os projetos com fundos fiduciários são os mais afetados, e os escritórios provinciais deveriam ter autonomia para aprovar grandes projetos — ou seja, as licenças deveriam ser descentralizadas para maior eficiência”, enfatizou.

Ele recomendou que a Vice-Ministra do Meio Ambiente, caso ainda não os tenha, solicite ao Ministro pessoal técnico, seja na área de agroflorestamento ou de engenharia de solos, para agilizar o processo, pois esse atraso é prejudicial à economia e ao desenvolvimento do país.

“Logicamente, esses funcionários estão prejudicando o Estado dominicano ao paralisar o principal motor da economia do país, que é a construção civil”, afirmou Rojas.

Nesse sentido, ele acredita que o presidente Luis Abinader deveria tomar providências, já que não é novidade que construtoras de todo o país vêm reclamando da lentidão do Ministério do Meio Ambiente na emissão de alvarás.

Ele afirmou que, nos últimos meses, foi iniciado um processo de automação e digitalização para carregar projetos em uma plataforma com o objetivo de agilizar o processo, mas que isso, na verdade, o tornou mais lento e atrasado, pois aparentemente não há capacidade nem tecnologia para solucionar esses problemas.

Portanto, afirmou ele, é necessário aumentar o número de pessoal técnico qualificado para tornar o serviço mais eficiente para construtoras e investidores imobiliários.

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