Por Gissel Taveras
El Inmobiliario
SANTO DOMINGO - O ex-presidente do Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Agrimensores (Codia), o engenheiro Teodoro Tejada, descreveu ontem como "preocupante e perigoso" o conflito gerado entre o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais e a Associação Dominicana de Construtores e Promotores Imobiliários (Acoprovi), devido à demora na emissão das licenças ambientais que este órgão estatal concede aos construtores e promotores imobiliários para a realização de seus projetos.
Tejada questionou se a presidente da Acoprovi, Annerys Meléndez, estava mentindo quando afirmou que as licenças de autorização de projetos levam entre seis e oito meses para serem emitidas, o que “causa um gargalo” no setor da construção civil.
Ele acrescentou que, segundo a denúncia do engenheiro Meléndez, o ritmo lento dos trabalhos no Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais cria problemas, não apenas devido ao impacto no setor da construção civil, mas também por causa das repercussões negativas na competitividade, nos investimentos e no ambiente de negócios.
O empresário da construção civil também instou o presidente Abinader a intervir para resolver a situação o mais rápido possível, pois os diretores da Acoprovi já procuraram as autoridades em busca de uma solução para o conflito, mas até agora não receberam uma resposta convincente.
Ele lamentou que os obstáculos burocráticos que dificultam a obtenção de licenças ambientais para projetos de construção de moradias no país estejam gerando preocupação entre os representantes do setor, pois atrasam o início dos projetos.
O engenheiro Tejada estimou que a avaliação de viabilidade desses projetos não deveria ultrapassar 30 a 45 dias, pois gera prejuízos para os empresários do setor, retarda a criação de empregos e reduz o dinamismo do setor comercial, principalmente o setor de materiais de construção.
A queixa
Esta semana, diversas associações do setor da construção civil emitiram uma declaração conjunta reclamando das demoras do Ministério do Meio Ambiente na concessão de licenças para projetos de construção. O presidente da Acoprovi, que atuou como porta-voz do grupo, afirmou que o setor da construção civil pode estar perdendo aproximadamente RD$ 45 bilhões em novos investimentos em projetos residenciais devido às demoras na obtenção de licenças ambientais junto ao órgão governamental.
“Historicamente, as construtoras nos procuram para encontrar soluções para a questão dos procedimentos e para garantir que sejam executados rapidamente. No último ano, embora tenhamos feito diversas iniciativas e propostas para a regulamentação vigente, não recebemos uma resposta satisfatória”, enfatizaram.




