Iníciodas obrasviáriasO Ministério das Obras Públicas explica os motivos dos atrasos no projeto de acesso a Samaná.

O Departamento de Obras Públicas explica os motivos dos atrasos nas obras de acesso a Samaná

SANTO DOMINGO – O Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) explicou que a construção da entrada da cidade de Samaná, um dos projetos mais aguardados pela comunidade, não foi interrompida, mas sim desacelerada devido a problemas e contratempos imprevistos que forçaram uma mudança no cronograma do projeto. A conclusão da obra estava originalmente prevista para o primeiro semestre de 2024.

Citado pelo Subsecretário de Supervisão e Fiscalização do MOPC, Roberto Herrera, entre as causas do atraso na conclusão da importante obra estão: algumas dificuldades na conclusão do programa de avaliação para desapropriação de centenas de casas e lotes habitados, que, embora essa parte da fase I já esteja concluída satisfatoriamente, a correspondente à fase II ainda está pendente em uma área cujo mercado imobiliário tem alto valor devido às características da região.

Roberto Herrera, Subsecretário de Supervisão e Fiscalização do MOPC. (Fonte externa).

Outra dificuldade tem sido as interrupções imprevistas causadas por falhas na rede de distribuição de água potável do aqueduto da cidade, que, em diversas ocasiões, afetaram consideravelmente o ritmo dos trabalhos realizados pelo MOPC naquela via.

Segundo Herrera, a construção do aqueduto para abastecer os habitantes locais com água potável, projeto executado pela empresa Odebrecht, não atende aos padrões e à qualidade exigidos para esse tipo de obra.

“Essa empresa, algo que caracterizava o seu trabalho era a qualidade, porém, infelizmente, em Samaná, eles foram responsáveis ​​pela construção de um aqueduto, cujo cano passa pelo meio da rua, uma obra que deixa muito a desejar. 

"Esse oleoduto provocou deslizamentos de terra durante a execução do projeto de acesso principal à cidade, meses atrás, o que interrompeu o tráfego. Recentemente, descobrimos outros danos nos referidos oleodutos, o que nos obrigou a intervir no aqueduto, representando um revés para o cronograma de conclusão do projeto no primeiro semestre deste ano", afirma um comunicado da Diretoria de Comunicação do órgão governamental.

“Neste momento, estamos coordenando com o Instituto Nacional de Água Potável e Esgoto (INAPA), instituição que deverá decidir sobre a substituição da rede de água potável que segue o mesmo trajeto da estrada e que, devido ao mau estado das tubulações, apresenta constantes falhas em diferentes pontos da entrada de Samaná”, disse Herrera.

A queixa

Juan Bancalari, presidente da Associação de Hotéis e Empresas Turísticas de Samaná (AHETSA), manifestou esta semana preocupação com os atrasos na construção e remodelação da nova entrada da província de Samaná, instando as autoridades a concluírem as obras, uma vez que estas afetam negativamente o turismo na região.

Ele afirmou que o processo tem sido muito longo, após destacar a necessidade urgente de uma conclusão em tempo hábil para apoiar a infraestrutura turística.

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