A emissão de licenças será regulamentada por três divisões: uma que tratará dos processos mais simples, outra dos intermediários e uma última para os mais complexos.
SANTO DOMINGO – “Uma licença para um hotel com 1.000 quartos não é a mesma coisa que a construção de uma casa em uma área urbana já impactada”, disse ontem o Ministro do Meio Ambiente, Miguel Ceará Hatton, que anunciou a implementação de um plano para reformar os processos institucionais e reduzir os tempos de resposta da entidade.
O Ministério do Meio Ambiente está entre as entidades públicas com o maior número de reclamações quanto à lentidão em processos como a emissão de licenças ambientais. De fato, empresas de construção, em uma reportagem que publicamos nesta mesma edição, atribuem os atrasos em seus projetos à lentidão do ministério em renovar as licenças das minas onde os agregados são extraídos.
Por meio das novas medidas, será adotado integralmente o programa da iniciativa Burocracia Zero, que busca aprimorar as normas e simplificar os procedimentos nas instituições estatais.
Ceara Hatton informou que o Ministério está em fase de sistematização dos processos, devido ao grande problema que, em sua opinião, reside no fato de a população não saber "onde estão seus documentos" e desconhecer o caminho que uma licença ambiental deve seguir.
“O que precisamos melhorar é que as pessoas saibam exatamente em que pé se encontram. Alguns processos de análise devem durar seis meses, e outros mais tempo, dependendo do tipo de documento que está sendo autorizado”, destacou Ceara Hatton.
Dividido de acordo com a dificuldade
Abinader informou que a emissão de licenças será regulamentada por três divisões: uma que cuidará dos processos mais simples, outra dos intermediários e uma última para os procedimentos mais complexos.
Em relação à iniciativa anunciada por Abinader, Ceara Hatton indicou que ela envolverá uma série de requisitos técnicos.
“Portanto, existem diferenças e simplesmente queremos que isso se reflita no cronograma; fizemos isso no Ministério da Economia quando eu estava lá, trata-se de se adaptar às circunstâncias”, acrescentou.




