"A partir de agora, o país terá regulamentações modernas, adaptadas às mudanças climáticas e em conformidade com a nova ordem mundial da engenharia." Néstor Matos, Diretor de Normas, Regulamentos e Sistemas de Obras Públicas.
SANTO DOMINGO –A partir de janeiro de 2023, o país contará com novos protocolos para sua infraestrutura rodoviária. O Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) garante que, com a implementação das novas normas, os profissionais da engenharia terão à sua disposição uma ferramenta moderna, em conformidade com os padrões vigentes.
"A partir de agora, seis regulamentos estarão em vigor, divididos em três para estradas e três para pontes. Em ambos os casos, incluem um regulamento para projeto, um para manutenção e um para construção", declarou o engenheiro Néstor Matos, diretor de Normas, Regulamentos e Sistemas de Obras Públicas.
Matos afirmou que o país agora terá regulamentações modernas, adaptadas às mudanças climáticas e em conformidade com a nova ordem mundial da engenharia.
Suas declarações foram feitas durante o simpósio “Regulamentos para o Projeto, Construção e Manutenção de Estradas, Rodovias e Pontes da República Dominicana”, realizado no fim de semana na Universidade Autônoma de Santo Domingo.
A reunião incluiu a apresentação de uma proposta, apoiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para atualizar as normas técnicas de reparo, construção e modernização de pontes e estradas no país.
Em seu discurso de abertura, Deligne Ascención Burgos, Ministro de Obras Públicas, apresentou o Projeto de Desenvolvimento Rodoviário da República Dominicana, que busca garantir a construção de uma "infraestrutura rodoviária segura, resistente e resiliente diante de desastres, que atenda às disposições necessárias não apenas para garantir a segurança, mas também para preservar o meio ambiente"
“Este projeto está sendo realizado no âmbito da colaboração do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), intitulado Infraestrutura de Transporte Resiliente, apoio ao desenvolvimento de infraestrutura de transporte adaptável às mudanças climáticas”, afirmou.
Ascención Burgos afirmou que as normas rodoviárias vigentes no país datam da década de 1980, ou seja, quase quatro décadas desde sua publicação, tornando iminente sua atualização com novas contribuições da engenharia.
Ele afirmou que as novas tecnologias do setor e os avanços científicos, bem como aspectos como as mudanças climáticas e a segurança rodoviária, são questões prioritárias que devem ser levadas em consideração, por serem consideradas vitais, e que não são contempladas na regulamentação atual.
“Embora o problema do trânsito e dos acidentes rodoviários não seja novo, sem dúvida devido ao aumento da frota de veículos, a níveis exponenciais dos últimos 40 anos, foi necessário relançá-lo e, evidentemente, conseguimos trabalhar com esta regulamentação”, acrescentou.




