SANTO DOMINGO- Após se considerar vítima de uma "campanha suja de difamação e calúnia", o diretor da Unidade Técnica de Titulação de Terras do Estado (Utect), Mérido Torres de Jesús Espinal, solicitou hoje, terça-feira, afastamento do trabalho, depois de ter seu nome mencionado no processo que pede medidas coercitivas no caso Calamar, investigado pela Procuradoria Especializada em Corrupção Administrativa (PEPCA).
Hoje, o juiz Kenya Romero, do Gabinete de Atenção Permanente do Distrito Nacional, decretou prisão domiciliar para Gonzalo Castillo e 18 meses de prisão preventiva para Donald Guerrero e José Ramón Peralta, ambos envolvidos no caso Calamar. O juiz estipulou que Peralta e Guerrero cumpram suas penas na prisão de Najayo e declarou o caso complexo. O ex-ministro de Obras Públicas e candidato à presidência, Gonzalo Castillo, teve que pagar fiança de 20 milhões de pesos.
Mérid Torres realizou uma coletiva de imprensa esta manhã, onde afirmou ter solicitado uma audiência com a Procuradoria-Geral da República e com Milagros Ortiz Bosch, diretora de Ética Governamental, que ontem informou que o funcionário tinha um processo pendente perante eles.
"Estou disposto a ser investigado em relação aos casos mencionados. Hoje, denuncio ao país que fui vítima de uma campanha difamatória e caluniosa, e anuncio que tomarei medidas legais contra aqueles que macularam meu bom nome e nossa honra, difamando a mim e à minha família", disse o oficial.
Ele afirmou ter confiança em suas ações, tanto na vida pública quanto na privada, e que processará nos tribunais do país aqueles que, segundo ele, o difamaram. "Posso afirmar que todas as minhas ações foram corretas e em estrita conformidade com a lei", declarou.
Segundo o documento apresentado pelos procuradores, Torres recebeu um total de RD$ 32.065.992 do ex-ministro da Fazenda, Donald Guerrero, pelo pagamento de um terreno que supostamente lhe pertencia.
O diretor da Utect também afirmou que, quando a informação sobre a cobrança de impostos sobre o terreno veio à tona nos documentos do caso Calamar no ano passado, ele se colocou à disposição do Ministério Público e entendeu que este órgão iniciou sua investigação.




