SANTO DOMINGO – O mercado de trabalho do futuro será diferente de tudo o que vemos hoje. Em menos de uma década, a maioria das empresas exigirá trabalhadores com proficiência em robótica, inteligência artificial e outras habilidades tecnológicas, representando um desafio imediato para o sistema educacional dominicano.
O alerta foi emitido pelo educador Alejandro Llamas López, que destacou que aproximadamente 86% das empresas precisarão desse tipo de habilidade em seus funcionários, impulsionadas pelo avanço da automação e da digitalização em diversos setores produtivos.
Em sua visão, essa transformação forçará uma reformulação de como o ensino é feito em sala de aula, incorporando o pensamento computacional como uma habilidade transversal desde os níveis iniciais.
Ele indicou que setores como indústria, logística, saúde e agricultura já estão passando por mudanças significativas devido à incorporação de tecnologias avançadas, o que está redefinindo os perfis profissionais. No caso da medicina, explicou que o uso de sistemas automatizados e ferramentas tecnológicas se tornará parte da prática diária.
Nesse contexto, foi apresentado no país o programa educacional Go-STEAM, promovido pelo Grupo Aldua e pela editora espanhola Edelvives, como uma proposta que busca integrar o ensino de ciências, tecnologia, engenharia, arte e matemática por meio de projetos práticos e do uso de ferramentas digitais em sala de aula.
A iniciativa inclui mais de 300 projetos curriculares e um modelo de apoio ao professor que abrange formação e acompanhamento, com o objetivo de facilitar a sua implementação nos centros educativos.
No entanto, os professores consultados concordaram que ainda existem limitações significativas, principalmente no acesso a recursos tecnológicos, o que dificulta uma adoção mais ampla dessas ferramentas.
Algumas experiências locais mostram que, mesmo com recursos limitados, é possível introduzir programação e robótica na sala de aula, embora seu alcance ainda esteja condicionado ao apoio institucional e ao investimento em infraestrutura.
Especialistas argumentam que a incorporação da tecnologia na educação não deve se concentrar apenas no uso de ferramentas, mas no desenvolvimento de habilidades que permitam aos alunos se adaptar a um ambiente de trabalho em constante mudança.
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