Ele afirmou que "se os agentes não elevarem seus padrões, os golpes continuarão a aumentar".
SANTO DOMINGO – “Os golpes imobiliários não fazem distinção entre compradores inexperientes e corretores experientes”, afirma a advogada Luz del Alba Rodríguez, acrescentando que a pior estratégia é acreditar que “isso não vai acontecer comigo”.
Ela afirma que “precisamos aprender a identificar sinais de alerta antes que seja tarde demais”. A especialista em direito imobiliário aconselha os corretores de imóveis a serem mais do que intermediários e a serem guardiões da transparência.
“Um agente que não verifica as credenciais, não documenta os contratos, um corretor de imóveis experiente que não faz a devida diligência, que não educa o cliente, representa um risco em si mesmo, porque as comissões são conquistadas com conhecimento, não por indicação”, destaca o profissional.
Questionado pelo El Inmobiliario sobre o papel que os agentes imobiliários devem desempenhar nas transações, à luz do caso Novasco Imobiliária, no qual o Ministério Público prendeu quatro pessoas acusadas de supostamente lesar centenas de pessoas com a venda de imóveis fraudulentos, o perito também afirmou que os agentes imobiliários são responsáveis por equilibrar emoção e realidade.
“O equilíbrio entre emoção e realidade é fundamental. Um cliente deseja a casa dos seus sonhos, mas um bom agente o orienta para a melhor decisão jurídica e financeira. Um agente que busca apenas fechar a venda sem garantir a segurança jurídica não é um profissional, é simplesmente um vendedor”, afirmou o fundador e diretor do Grupo Diure SRL, escritório de advocacia especializado em direito imobiliário.

Luz del Alba Rodríguez. (FONTE EXTERNA).
Para Luz del Alba Rodríguez, "os golpes imobiliários não são histórias de terror, são realidades que podem ser evitadas", após indicar que, em um setor tão competitivo, o diferencial entre os corretores de imóveis reside na segurança jurídica que podem oferecer ao cliente.
Em relação às mudanças ocorridas no mercado imobiliário nos últimos anos, ele destaca que, antes, as vendas eram baseadas exclusivamente na localização e no preço. Hoje, porém, “o comprador pergunta sobre o histórico do imóvel, quer verificar a região ou reavaliar suas características, os riscos legais e até mesmo se o corretor tem boa reputação”.
A especialista garante que as irregularidades no setor imobiliário são combatidas com educação e estrutura, que é o que busca o programa que ela criou para o Mestrado em Corretagem de Imóveis, cuja quarta edição será realizada em 5 de julho deste ano, voltado para todos os atores do setor.
“Ninguém deveria vender imóveis sem entender o que um contrato, uma escritura ou uma hipoteca implicam”, afirma Rodríguez. Ele acrescenta que “se os corretores não elevarem seus padrões, os golpes continuarão a crescer. E o pior: não só os clientes saem perdendo, como todo o setor perde credibilidade”.
Ele concluiu afirmando que “no mercado imobiliário, ou você tem a informação ou é a vítima. Não existe meio-termo.”.




