As empresas afirmam ter tomado medidas para aumentar o estoque de produtos
Extraído do Diario Libre
SANTO DOMINGO- Há vários anos, empresas dominicanas adotaram uma celebração que faz parte da cultura americana: a Black Friday. Trata-se de um período de compras em que as lojas, durante todo o mês de novembro na República Dominicana, oferecem descontos em alguns de seus produtos.
Mas a atual temporada de compras de fim de ano está sendo afetada pelo problema global de abastecimento causado pela pandemia de COVID-19, que está provocando atrasos no transporte marítimo internacional, especialmente da China para o resto do mundo.
No entanto, empresas locais, incluindo grandes lojas e grupos varejistas, afirmam ter mercadorias suficientes em seus armazéns para atender à demanda da Black Friday e das vendas de fim de ano.
“Apesar de ter havido atrasos, conseguimos trazer uma grande variedade de produtos para oferecer aos nossos clientes”, disse Carlos Luis Quiñones, diretor comercial da Plaza Lama.
Quiñones explicou que, para evitar serem afetados por problemas na cadeia de suprimentos, causados por fatores como escassez de contêineres, fechamento de portos e falta de navios, eles buscaram opções alternativas de fornecimento e compraram suprimentos com antecedência.
“Fizemos estoques com bastante antecedência e também exploramos opções como o México e a Colômbia, que possuem grandes indústrias. Dessa forma, podemos continuar oferecendo aos nossos clientes preços altamente competitivos”, afirmou o executivo.
Lojas como Plaza Lama, La Sirena, Jumbo, Casa Cuesta, Cecomsa, Tiendas Corripio e companhias de telefonia, entre outras, vêm promovendo descontos em seus produtos desde o início de novembro. A Black Friday está marcada para o dia 26 deste mês.
No caso do grupo Centro Cuesta Nacional (CCN), foi salientado que, para minimizar o impacto causado pelos atrasos no transporte marítimo, foram tomadas uma série de medidas.
“Normalmente, planejamos com bastante antecedência a Black Friday para garantir a disponibilidade de mercadorias e temos estoque suficiente para atender às duas datas, inclusive na categoria de eletrodomésticos, que é a mais popular nessa época do ano”, afirmou o grupo.
No primeiro semestre de 2021, o setor comercial apresentou crescimento de 10,3%, influenciado por uma variação homóloga de 16,7% no segundo trimestre, superior aos 4,2% registrados entre janeiro e março do ano corrente, segundo o relatório sobre a economia dominicana de janeiro a junho de 2021, elaborado pelo Banco Central.
Este desempenho esteve associado ao aumento da atividade comercial na sequência do desmantelamento gradual das medidas de prevenção contra a propagação do coronavírus, como o relaxamento do horário de recolher obrigatório e a reabertura de alguns estabelecimentos comerciais, acrescenta o documento.
Da mesma forma, o Grupo Ramos, proprietário da Tiendas La Sirena, informou que, em ambas as temporadas (Black Friday e liquidações de fim de ano), recebeu a maior parte de seus carregamentos, tendo, portanto, mercadoria suficiente para atender à demanda de compra de seus clientes.
“A escassez de produtos afetou todos os negócios do país, mas conseguimos lidar com a situação graças ao nosso planejamento e processos de abastecimento. Garantir o fornecimento em todas as nossas lojas é muito importante para nós. Certificamo-nos de ter em quantidade suficiente os itens que anunciamos em nossas promoções e ofertas, para que os clientes possam adquirir o produto que desejam”, acrescentou.
O Grupo Ramos enfatizou que planeja o fornecimento de mercadorias com bastante antecedência para minimizar possíveis faltas nas lojas.




