O ano de 2025 apresentou desafios significativos para os setores da construção civil, turismo e imobiliário. No entanto, apesar do cenário econômico desafiador, o setor permaneceu um pilar da economia dominicana. Cinco importantes associações do setor compartilham o progresso que definiu esse período.
Michael Lugo

O diretor executivo da Associação Dominicana de Empresas de Turismo e Imobiliárias (ADETI), Michael Lugo, descreveu o ano como extraordinário para o setor imobiliário turístico, tornando-o um dos principais motores do crescimento nacional. Ele afirmou que o setor não apenas cresceu, mas também se consolidou como um exemplo de diversificação do turismo. Lugo destacou a expansão de projetos de luxo, a alta demanda por imóveis, as excelentes taxas de ocupação e o investimento estrangeiro direto recorde. Ele também enfatizou a expansão para novos destinos turísticos e o fortalecimento de projetos de uso misto que combinam residências com aluguéis de temporada. Segundo dados do Ministério do Turismo, até outubro de 2025, 68 projetos imobiliários turísticos haviam sido classificados pela Confotur, representando mais de 75% dos projetos aprovados e um investimento total de US$ 1,421 bilhão, com a adição de mais de 10.100 novos quartos.
Riubell Montes de Oca

Embora Riubell Montes de Oca, presidente da Associação de Construtores da Zona Leste de Santo Domingo (ASCODE), tenha considerado 2025 um ano de consolidação institucional para a organização que representa, ele afirmou que também apresentou desafios significativos para o setor da construção civil. Ele acredita que alguns desafios foram superados, enquanto outros persistem e exigem atenção imediata. Sua principal preocupação é a necessidade urgente de revitalizar o setor, já que o nível de investimento e a infraestrutura necessária significam que o setor privado sozinho não consegue sustentar o ritmo necessário para reativar o crescimento.
Yajaira Sosa

Yajaira Sosa, presidente da Associação Dominicana de Aluguel por Temporada (ADORECO), acredita que o ano apresentou claros sinais de progresso para o ecossistema de aluguel por temporada no país. Ela afirmou que notícias e análises do setor concordam que o mercado se estabilizou após anos de rápido crescimento, com uma oferta mais profissional e operadores que trabalham com maior organização, processos e expertise técnica. Houve também uma racionalização natural do inventário: “Quem administra com disciplina permanece, enquanto os modelos improvisados desaparecem, o que melhora a qualidade geral do setor”. Ela acrescentou que, economicamente, o impacto positivo nos negócios locais, serviços e microeconomias continuou, reforçando a importância do modelo na mobilidade laboral, na demanda por estadias flexíveis e nas necessidades mais amplas de acomodação.
Alberto Bogaert

“2025 foi um ano de progresso significativo para o setor imobiliário dominicano. Observamos um mercado mais organizado, com projetos melhor estruturados, maior disciplina nos processos e um comprador cada vez mais informado. O investimento estrangeiro manteve a confiança no país, especialmente nos setores de turismo e habitação urbana, enquanto os corretores de imóveis continuaram a elevar seus padrões de profissionalismo e serviço”, afirmou Alberto Bogaert, presidente da Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI). Ele destacou que a organização considera o ano um período de consolidação e fortalecimento institucional, no qual a ética, a capacitação e a transparência fizeram toda a diferença em seu desenvolvimento.
Jorge David Pérez

O presidente da Associação Dominicana de Produtores de Cimento Portland (ADOCEM), Jorge David Pérez, enfatizou que 2025 reafirmou a força do setor cimenteiro. Ele observou que “a associação fortaleceu seu papel como representante comercial do setor cimenteiro dominicano, facilitando o diálogo regulatório para promover marcos regulatórios sustentáveis na indústria”. Acrescentou que as empresas do setor aumentaram seus investimentos, elevando a capacidade instalada para 11 milhões de toneladas de cimento, o suficiente para suprir a demanda nacional pelos próximos 15 a 20 anos e fortalecer a competitividade das exportações do país.
Fotos: Fonte externa.
Publicado originalmente na edição 13 da revista impressa El Inmobiliario .




