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Kreisky Pedroza: uma venezuelana grata pela terra que a acolheu e à qual se sente pertencente

SANTO DOMINGO - Em agosto passado, ele foi visitar sua Venezuela natal, após uma longa ausência, e ao retornar ao país teve sentimentos contraditórios, uma mistura de emoções porque, ao pisar em solo dominicano, sentiu uma sensação de pertencimento que não consegue explicar.

Quando El Inmobiliario perguntou a Kreisky Pedroza como ela se sentia em relação a essa metade da ilha, sua resposta emocionada foi: “Muita, muita gratidão! Esta é a minha casa agora. A República Dominicana me acolheu; sou mimada, não posso reclamar. As pessoas ao meu redor têm valores, são trabalhadoras, prestativas e carismáticas. É uma bênção estar na República Dominicana. Eu entendo perfeitamente esse sentimento que os dominicanos no exterior têm, porque esta terra tem tudo.”. 

A bela venezuelana chegou ao país em 2016 como turista e ficou encantada. Sua amada Venezuela passava por um momento difícil, e quando seu marido, Elpidio Baute, recebeu uma proposta de transferência, eles não hesitaram. "Deus realmente nos abençoou ao nos colocar nesta terra", diz ela com grande satisfação.

El Inmobiliario conversou com essa corretora de imóveis de sucesso, líder da equipe Elite House, para saber mais sobre suas aspirações e sonhos de vida.

Quem é Kreisky Pedroza?

Sou uma mulher focada com objetivos claros — tão claros, aliás, que sei que Deus pode mudá-los a qualquer momento, se assim o desejar. Parece confuso, mas é verdade. Sou o mais transparente possível, defendo a simplicidade e absorvo conselhos como uma esponja. 

Desempenho vários papéis, mas, no fim das contas, sou um ser humano. 

Profissão?

Sou economista, formada em finanças e com diversas certificações que me ajudaram a gerenciar minhas emoções e atitudes como corretora de imóveis. Estou sempre buscando maneiras de aprimorar meus conhecimentos e me atualizando constantemente. Por exemplo, oratória, gestão de equipes, escuta ativa e marketing — meu objetivo é me manter em constante aprendizado. 

Você tem filhos?

 Meu tesouro! Graças a Deus, tenho um filho chamado Moisés, e 90% dos meus colegas, clientes e proprietários o conhecem porque ele foi treinado por mim. Ele tem 11 anos e consegue explicar uma planta, andar por um canteiro de obras e descrever um imóvel. Ele acreditava (antes mesmo de mim) que esta é uma profissão maravilhosa e que eu me daria bem nela.

Para ele, sempre foi como um jogo. Ele aproveita cada trajeto, cada visita, tirando fotos ao máximo; ele me motiva naturalmente. 

Marido, venezuelano como você?

O nome do meu marido é Elpidio Baute e ele também é corretor da Elitehouse. Ele trabalha comigo no setor imobiliário há algum tempo. Este negócio é contagiante; depois de tanta conversa em casa, todos acabam desenvolvendo a mesma sinergia e empatia pelo setor. Eu sou apenas um exemplo, mas existem muitos casais, pais e irmãos trabalhando juntos como uma equipe. 

Como você chegou à Elite, e há quanto tempo está lá?

Comecei a atuar na área em 2018 e me sentia muito vulnerável a golpes ou situações irregulares. Lembro-me de que, em uma venda, conheci um agente da Elitehouse. O fechamento do negócio foi muito organizado e tranquilo, o que me agradou. Por isso, em fevereiro de 2019, me registrei como Corretor Associado. 

Você já havia trabalhado em outra imobiliária antes? 

Trabalhei em uma imobiliária muito pequena que me ajudou a entender o negócio. Eles estavam começando e lá eu completei o programa de diploma da AEI. Eu sabia que, a curto prazo, precisava buscar conhecimento e me aproximar de pessoas com experiência. 

Qual é a sua experiência em vendas?

Durante minha estadia na Venezuela, minha experiência foi mais voltada para o atendimento do que para as vendas, pois trabalhei por muito tempo no setor financeiro e, ao ingressar no mercado imobiliário, utilizei essa experiência. É melhor aconselhar do que vender. Aconselhar mantém relacionamentos, cria laços e constrói uma rede de clientes e amigos que perdura ao longo do tempo. 

Como é o seu papel como corretor de imóveis? Você gosta do que faz ou está lá por necessidade?

Eu AMO isso. Amo meu trabalho e o aproveito imensamente. Hoje sou Corretora, Líder de Equipe e Top Producer na Elitehouse. Minha rotina também inclui ser mãe, esposa, dona de casa, professora, motorista… e arranjo tempo para tudo, porque quando você faz o que ama, deixa de ser trabalho e se torna parte do seu dia a dia, de uma forma leve e divertida. Obviamente, alguns dias são mais desafiadores do que outros, mas eu me fortaleço com minha dose de fé e ação, e sigo em frente. Esse é exatamente o meu lema: Oração e ação. 

Tenho uma equipe maravilhosa que vive de acordo com esse lema, e isso se reflete nos resultados, em suas metas, em seu crescimento.

Por ser de outro país, você acha que os agentes daqui te tratam bem ou já teve alguma sensação de desconforto em algum momento? 

Meus colegas são meus parceiros, minha família. Nunca sofri rejeição ou reclamações por ser estrangeiro. Pelo contrário, acredito que existe um saudável respeito e admiração mútuos. A República Dominicana e a Venezuela têm uma longa relação. Tenho muitos compatriotas e colegas que compartilham dessa experiência. Acho que a chave é fazer as coisas direito desde o início, manter uma atitude positiva, representar bem o nosso país e contribuir para esta terra que nos proporcionou tantas oportunidades incríveis. 

Como você consegue fazer parte da equipe líder?

Não existe fórmula mágica, mas, resumindo, eu diria: mantenha um bom relacionamento com Deus, observe como os maiores produtores fazem, filtre os comportamentos e absorva o que é bom, aja, o que equivale a se capacitar, promova, resolva problemas, ouça e preste atenção. 

Do que você sente mais falta na Venezuela? 

Meu povo, as reuniões — é que muitos já não estão mais aqui. As paisagens, porém, permanecem intocadas. Estou pensando em levar amigos dominicanos para visitar meu país; seria maravilhoso. Farei isso algum dia. E a resiliência que se vê lá — há uma incrível capacidade de resolver problemas e de ser engenhoso. 

O que diferencia o seu país do nosso?

As distâncias, hahaha! São muito parecidas, muito mesmo! Foi aqui que descobri que alguns cantores são dominicanos, mas para mim são venezuelanos. Cresci ouvindo-os, e suas músicas são presença obrigatória em todas as festas. A comida, o sistema de transporte, as pessoas — tudo é muito parecido. Por isso, acho que a expansão territorial é a diferença, e o petróleo, claro, que transforma a economia. 

Alguma dica para novos agentes?

Mantenham seus valores, busquem conhecimento e juntem-se a uma equipe que os protegerá de algumas armadilhas. 

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