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Jorge Subero Isa: Não pode haver investimento nacional ou estrangeiro sem segurança jurídica

SANTO DOMINGO– “Não pode haver crescimento e desenvolvimento econômico sustentável sem investimento nacional e estrangeiro, mas não pode haver investimento sem segurança jurídica”, afirmou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Jorge Subero Isa, que pediu esforços contínuos para manter a segurança jurídica a fim de alcançar o desenvolvimento do país.

“Confiemos na segurança jurídica que temos no país e não hesitemos em mantê-la. Sem segurança jurídica, jamais haverá desenvolvimento”, declarou o renomado advogado ao proferir o discurso de abertura intitulado “Segurança Jurídica no Turismo Imobiliário”, no primeiro fórum de turismo imobiliário realizado na semana passada no país.

Ele explicou que, independentemente do quanto o investimento nacional ou estrangeiro seja promovido por meio de mecanismos de incentivo fiscal e outras facilidades relacionadas à entrada e saída de capital, "estamos fadados ao fracasso se o Estado não garantir, por meio de um sistema adequado e confiável, a área que serve de base para o investimento".

Subero Isa afirmou que é inegável que, para o desenvolvimento econômico de um país, é necessária a existência de um sistema judicial que garanta a propriedade privada dos bens e que esteja disponível aos agentes econômicos como um ambiente adequado para a resolução de suas divergências.

“Apenas os investidores mais ousados ​​arriscariam investir seu dinheiro em um país onde não há garantias de que, em caso de litígio, seus direitos serão respeitados”, enfatizou o ex-juiz durante sua apresentação no evento organizado pela Associação Dominicana de Empresas de Turismo e Imobiliárias (ADETI).

Ele acrescentou que é necessário haver garantias de que a ordem jurídica será protegida de uma situação juridicamente anormal, e que o Estado deve assegurar isso.

“Não há segurança jurídica quando, fora dos casos expressamente previstos na Constituição, tenta-se dar efeito retroativo a uma disposição legal para torná-la aplicável a direitos adquiridos em virtude de uma norma jurídica anterior, ou quando o próprio Estado altera, ou não respeita, as regras por ele estabelecidas em determinado momento.”.

Subero Isa afirmou que a confiança representa o recurso econômico mais importante que um país pode ter. "Se não houver confiança no futuro, não haverá crédito; a confiança cria crédito e, sem ela, não se pode investir, muito menos viver.".

Ele acrescentou: “Ninguém empresta se não tiver certeza, se não estiver confiante de que receberá o dinheiro de volta; ninguém investe se não tiver certeza de que receberá o investimento de volta. É vital transmitir confiança nas leis de que elas serão aplicadas; se não houver confiança, todo o sistema comercial é afetado”, afirmou.

Ele acrescentou que, sem confiança no sistema, o único resultado será o enriquecimento ilícito de poucos. "Seria um ambiente onde prevaleceria a lei do mais forte, mas onde a força viria da capacidade de corromper e ser corrompido, não da posse do conhecimento.".

Ele afirmou que a transparência é um elemento vital da segurança jurídica, que está em voga atualmente em todos os assuntos políticos. "Todos nós defendemos a transparência nos setores público e privado, embora nem todos estejamos dispostos a arcar com os custos que ela acarreta. Exigimos transparência dos outros, mas não queremos ser transparentes sobre nossas próprias ações em relação aos outros", declarou.

Segundo sua apresentação, um dos principais desafios enfrentados pela segurança jurídica é a instabilidade decorrente do que se chama de sociedade líquida, onde tudo está em constante mudança.

“A segurança jurídica não deve assumir a forma que as circunstâncias exigem, mas sim aderir estritamente ao imperativo mandato da Constituição.”.

Na opinião dele, a maior falta de compreensão da segurança jurídica se manifesta quando a estabilidade das instituições é ameaçada, a validade da lei é ameaçada, a confiança que os cidadãos depositam no sistema jurídico de um país é ameaçada ou quando a independência do judiciário é desrespeitada.

Ele salientou que a República Dominicana possui uma base legal para manter a segurança jurídica e que o Estado deve garantir a existência desses direitos.

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