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Héctor Valdez Albizu afirma que o Banco Central está analisando o impacto e a funcionalidade das moedas digitais

“O que está acontecendo no mercado de criptomoedas, que consiste em ativos virtuais altamente voláteis e especulativos, sem respaldo ou garantias legais, e muitos dos quais são usados ​​em esquemas Ponzi, é que neste ano eles perderam mais da metade do seu valor, e especialistas preveem que continuarão a cair”, ao contrário do que acontece no mercado regulamentado.” Héctor Valdez Albizu.

SANTO DOMINGO- Para analisar mais a fundo o impacto monetário e a funcionalidade dos esquemas de utilização e comercialização de moedas digitais, que não são regulamentadas no país, o Banco Central da República Dominicana (BCRD) está trabalhando em conjunto com outros bancos centrais, declarou ontem Héctor Valdez Albizu, governador da entidade reguladora.

Durante sua apresentação no XXII Congresso Latino-Americano de Tecnologia Financeira e Inovação (CLAB) 2022, ele explicou que, para o país ter criptomoedas, um processo regulatório precisa ser concluído primeiro, para que a produção e a emissão das moedas sejam realizadas por meios digitais regulamentados pelo sistema financeiro dominicano.

“Antes de abordar o segundo tópico destas observações, não posso deixar de mencionar neste fórum as moedas digitais que os bancos centrais poderiam emitir, as quais seriam obrigações das mesmas, originadas e transferidas por meios digitais, e que teriam o respaldo das entidades emissoras”, disse Valdez Albizu.

O evento foi organizado pela Felaban. (Fonte externa).

Ele observou que, assim como outros bancos centrais, “estamos concluindo uma fase de análise e explorando a natureza, o impacto monetário e a funcionalidade desses mecanismos; contando com a assessoria do Fundo Monetário Internacional e o apoio do Centro de Estudos Monetários da América Latina, juntamente com um grupo de bancos centrais”.

Valdez Albizu ministrou a palestra “Tendências regulatórias em bancos digitais, segurança da informação, cibersegurança e inovação financeira (Innovation Hub)”, no evento organizado pela Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban). 

Após explicar a fase em que a entidade monetária se encontra em relação à adoção de ativos digitais, ele detalhou os motivos pelos quais o sistema bancário tradicional conseguiu avançar na digitalização com menores riscos e mais garantias.

Nessa ordem, ele citou o relatório econômico anual de 2022 do Banco de Compensações Internacionais, que indica que o sistema monetário e financeiro do futuro deve combinar características digitais com a confiança nos bancos centrais, uma posição compartilhada pelo governador do BCRD.

Valdez Albizu leu algumas das conclusões do estudo: “Há uma explosão de inovação criativa em dinheiro e pagamentos, abrindo perspectivas para um futuro sistema monetário digital que se adapta continuamente para servir ao interesse público. Um sistema baseado em moeda do banco central oferece uma base mais sólida para a inovação, garantindo que os serviços sejam estáveis ​​e interoperáveis.”.

Isso alerta o setor 

O governador da entidade monetária mostrou-se receptivo à continuidade da análise de todas as variáveis ​​que compõem o mercado de ativos digitais, que já possui presença no país com serviços de caixas eletrônicos que permitem a compra e venda de moedas virtuais, sem regulamentação da mais alta autoridade financeira.

"O que está acontecendo no mercado de criptomoedas, que são ativos virtuais altamente voláteis e especulativos, sem respaldo legal ou garantias, e muitos deles usados ​​em esquemas Ponzi, é que neste ano eles perderam mais da metade do seu valor e os especialistas preveem que continuarão a cair", ao contrário do que acontece no mercado regulamentado, considerou ele.

Em relação à volatilidade cambial, o Banco Central alertou o público em 2017 e novamente em 2021 e 2022, afirmando que a negociação desses ativos é arriscada sob diferentes perspectivas.

“Qualquer pessoa que adquira esse tipo de ativo virtual, seja como investimento ou com a intenção de utilizá-lo como meio de pagamento, assim como qualquer pessoa que o aceite como forma de pagamento em transações comerciais, o fará por sua própria conta e risco”, alertou o presidente do Banco Central. 

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