Eles definiram as prioridades para a administração que Ito Bisonó irá liderar.
SANTO DOMINGO – Três empresários da construção civil afirmaram ontem que esperam que o recém-nomeado Ministro da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED), Ito Bisonó, implemente um estilo de gestão focado na agilização dos processos de licenciamento, na promoção do uso de novas tecnologias e no fortalecimento da supervisão, do controle de construções ilegais e da fiscalização de projetos públicos.
As considerações foram expressas por Fermín Acosta, ex-presidente da Associação Dominicana de Construtores e Promotores de Imóveis (ACOPROVI); Teodoro Tejada, ex-presidente do Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Topógrafos (CODIA); e Eliseo Cristopher, presidente da Confederação Dominicana de Pequenas e Médias Empresas de Construção (COPYMECON).
Permissão e utilização da tecnologia
Fermín Acosta afirmou que espera que o novo governo mantenha a abordagem atual em relação à habitação. "Esperamos que o ministério continue a melhorar e que a política habitacional continue a reduzir o déficit habitacional do país", disse ele.
Referindo-se ao mandato de Carlos Bonilla, ele afirmou: “O ministro cessante fez um bom trabalho. É claro que sempre há oportunidades de melhoria, e com o novo ministro esperamos que esses avanços continuem.”.
Acosta também enfatizou a necessidade de promover a inovação dentro da instituição. "Claramente, devemos fomentar novas tecnologias a partir do Ministério da Construção", afirmou.
Ele acrescentou que um dos desafios é facilitar a participação do setor privado nesses processos. "Precisamos encontrar maneiras de facilitar a adoção dessas novas tecnologias de construção pelos incorporadores, porque, devido às limitações de recursos, é impossível para quase todos nós fazê-lo", afirmou.
Supervisão e controle das obras
Por sua vez, Teodoro Tejada indicou que um dos principais desafios da nova administração é fortalecer os mecanismos de fiscalização.
“Entre os principais desafios, deve-se destacar que o engenheiro Carlos Bonilla criou um sistema de inspetores privados para garantir a supervisão”, afirmou.
Ele acrescentou que, após os acontecimentos recentes, ocorreram mudanças relevantes: "Depois do que aconteceu com o caso Jet Set, houve uma mudança significativa e também há alguns fatores envolvidos", afirmou.
Tejada destacou a necessidade de consolidar áreas técnicas essenciais: "Isso precisa ser totalmente empregado na consolidação do departamento de elaboração de planos, uma área que ele conhece bem, pois a gerenciou em Obras Públicas", indicou.
Ele também se referiu à segurança estrutural. "O desafio é garantir a segurança dos projetos para o público", afirmou.
Ele também insistiu na implementação de medidas contra construções irregulares. "Implementem o programa para acabar com as construções ilegais, porque aqui qualquer um pode construir à vista de todos e ninguém diz nada", afirmou.
Ele acrescentou que essas ações devem ser mantidas. "Carlos Bonilla, recentemente, paralisou muitos projetos de construção ilegais, e agora o desafio é dar continuidade ao programa de supervisão e fiscalização das obras no país", afirmou.
Obras públicas, o Sistema Nacional de Saúde e as PMEs
O ex-presidente da CODIA também abordou a gestão técnica interna, afirmando: “Os técnicos da Indústria e Comércio não são os mesmos que os técnicos do setor imobiliário. Há bons técnicos que ele deveria aproveitar.”.
Ele indicou que outro desafio é a gestão dos custos e vícios de construção, afirmando: "É preciso haver controle de preços e gestão dos vícios de construção para evitar distorções nos projetos.".
Tejada também destacou a necessidade de uma supervisão estatal mais ampla. "O Ministério da Habitação deve gerir e supervisionar os projetos de obras públicas executados pelo governo", afirmou.
Ele acrescentou que essa supervisão deveria ser estendida ao setor da saúde: "Deve também monitorar as obras em andamento para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), para garantir que estejam em conformidade com as condições técnicas e de segurança", afirmou.
Entretanto, Eliseo Cristopher afirmou que houve comunicação com o setor que representa durante a administração anterior. "Sempre mantivemos um contato aberto e amplo com o ministério, onde fomos consultados", disse ele.
No entanto, ele apontou limitações na participação direta, afirmando: "Não vimos uma participação ativa clara de micro, pequenas e médias empresas no setor da construção".
Por fim, ele se referiu aos programas habitacionais, afirmando: "O plano Habitação Feliz tem uma enorme vocação na ordem econômica, política e social.".
Ele acrescentou que um dos desafios é ampliar seu alcance, "para que não haja apenas dez ou vinte projetos, mas centenas de projetos desenvolvidos com micro, pequenas e médias empresas em todo o país", concluiu.




