O fechamento de empresas resultou em perdas estimadas em cerca de 20 milhões de pesos até o momento, além de tensões relacionadas a aluguéis e empregos.
SANTO DOMINGO - Rosa NG, representante da comunidade chinesa no país, atribuiu o fechamento de estabelecimentos chineses à ignorância dos proprietários, que supostamente "construíram suas estruturas com permissão das prefeituras", sem levar em conta a fiscalização do Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED), por desconhecerem a necessidade de autorização desse órgão estatal.
“Os empresários chineses tinham a aprovação das câmaras municipais e, tendo essa aprovação, realizaram as suas construções sem saber que o Ministério da Habitação também autorizava essas obras”, explicou a empresária em entrevista ao El Inmobiliario.
Ele destacou o uso de mão de obra qualificada em suas construções: "O MIVHED decidiu intervir porque considera, após o colapso do Jet Set, que pode haver um terremoto, etc.".
A líder da comunidade chinesa no país explicou que as avaliações realizadas pela instituição indicaram riscos leves a moderados. "Por isso, sempre disse às autoridades que elas deveriam ter permissão para fazer o que dizem ser necessário, mas que deveriam ser transparentes", comentou.
Ela indicou que as perdas econômicas continuam e que, dos 11 estabelecimentos comerciais que fecharam, apenas um conseguiu reabrir. "Todos esses empresários chineses estão pagando aluguéis exorbitantes; quando digo exorbitantes, quero dizer milhões de pesos", afirmou Rosa Ng.
Entre os prejuízos, ele mencionou que tiveram que continuar pagando os funcionários. "Como não achavam que isso duraria tanto tempo, não tomaram a decisão de demitir os funcionários", acrescentou.
Em números, ele estimou cerca de 20 milhões de pesos, mais ou menos. "Se você calcular o aluguel em cerca de um milhão de pesos, mais a eletricidade, mais os salários dos funcionários.".
Evasão fiscal
Em relação à evasão fiscal, Rosa Ng considerou-a uma campanha maliciosa. "Acredito que toda essa questão da evasão fiscal seja uma campanha maliciosa orquestrada contra a China", opinou, encarando-a como uma situação global.
“Assim como um cidadão chinês pode estar dentro da lei, outros também podem. O problema é que se trata de um cidadão chinês fazendo algo errado, e só porque um cidadão chinês faz isso não significa que todos façam”, explicou NG.
Ele explicou que todos cumprem as multas impostas por instituições rigorosas. “Os chineses que são inspecionados são multados e têm que pagar. Aqui, as instituições são bastante rigorosas e fortes; na alfândega, eu vi chineses pagarem milhões e milhões de pesos”, acrescentou.
Ele enfatizou que, apesar disso, a lei deve ser cumprida. "Eles precisam regularizar sua situação e colocar tudo em dia", ressaltou. Ele também informou que uma série de reuniões está sendo realizada com o Departamento de Imigração e o Ministério da Fazenda para tratar dessas questões.
Mania de emprego
O líder comentou que, em relação à contratação de mão de obra estrangeira, em muitos casos a regra 80/20 ainda não foi respeitada. "Talvez a regra 80/20 não esteja sendo seguida porque há muito trabalho nessas lojas, muito esforço físico, e não há pessoas suficientes dispostas a fazê-lo.".
Ele também insistiu que essas empresas não deveriam contratar trabalhadores sem documentos. "Imigrantes ilegais não devem ser contratados, independentemente de sua nacionalidade." Além disso, considerou um problema para o desenvolvimento do país o fato de que, apesar da publicação de anúncios de emprego, ninguém se candidata às vagas.
Ele afirmou que é normal e natural que estrangeiros ocupem empregos. "Isso acontece em todos os países do mundo.".
Ele enfatizou que é falso que a mão de obra estrangeira seja mais barata. "Isso é falso; a mão de obra haitiana, por menos de 1000 ou 1500 pesos, ninguém trabalha um dia sequer.".
Por fim, Rosa Ng observou que muitos residentes chineses no país estão tristes com o fechamento de seus negócios e pediu a seus compatriotas que continuem cumprindo as medidas.



