SANTO DOMINGO- O presidente Luis Abinader criou, por decreto, a Comissão de Fiscalização das Infraestruturas Públicas, com o objetivo de identificar, o mais cedo possível, as vulnerabilidades das principais obras construídas em locais que representam maior risco de deterioração, em consequência das mudanças extremas que as alterações climáticas acarretam.
Essas obras públicas incluem viadutos, túneis, trechos elevados, pontes, passarelas, taludes em estado crítico e edifícios públicos.
A comissão foi criada pelo Decreto 603-23 e se reportará ao Presidente da República, estando administrativamente vinculada ao Ministério da Presidência. Suas funções cessarão assim que os objetivos para os quais foi criada forem alcançados.
Funções
Relatórios bimestrais serão submetidos ao Presidente da República, para que ele possa instruir a instituição competente a tomar as medidas corretivas necessárias, a fim de evitar possíveis danos.
Além disso, deve recomendar ao Presidente da República a atualização, por meio de decreto, das políticas de manutenção técnica preventiva e corretiva de todas as obras públicas, que estabelecem mínimos para a supervisão e manutenção das obras públicas.
Membros
Os membros realizarão este trabalho de forma voluntária, sem qualquer remuneração. O grupo será presidido pelo engenheiro geológico Osiris de León, enquanto a direção executiva ficará a cargo do chefe do Escritório Nacional de Avaliação Sísmica e Vulnerabilidade de Infraestruturas e Edificações (Onesvie).
A reunião também contará com representantes dos Ministérios de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), Habitação, Habitat e Edificações (Mived) e do Colégio Dominicano de Engenheiros, Arquitetos e Topógrafos (Codia).
Da mesma forma, representantes da faculdade de engenharia da Universidade Autônoma de Santo Domingo (UASD), do Instituto Tecnológico de Santo Domingo (Intec), da Pontifícia Universidade Católica Madre y Maestra (PUCMM) e da Universidade Nacional Pedro Henríquez Ureña (UNPHU) podem participar, e outros órgãos do setor público ou privado ligados aos setores de engenharia e arquitetura, bem como os decanos de suas respectivas academias, podem ser convidados para suas sessões.
A comissão foi formada após o desabamento ocorrido no viaduto da Avenida 27 de Febrero com Máximo Gómez, onde 9 pessoas morreram no sábado, 18 de novembro.




