Escarlin Pozo
El Inmobiliario
SANTO DOMINGO -O advogado criminal Francisco Álvarez Martínez afirmou que as práticas imobiliárias abusivas se tornaram um problema crescente que exige intervenção urgente do Estado.
Ele indicou que essa intervenção deve ser realizada em termos de transparência, acessibilidade à informação, apoio jurídico mínimo para os cidadãos e regulamentações que salvaguardem os direitos dos compradores.
O anúncio foi feito por meio de sua conta X – anteriormente Twitter – onde ele especificou que a situação está se tornando “crítica” porque “a maioria dos compradores” não possui as ferramentas necessárias para avaliar adequadamente o imóvel que desejam comprar.
Em sua publicação, ela descreveu os passos que cada comprador deve seguir antes de finalizar qualquer transação imobiliária. Ela dividiu a explicação em duas perspectivas.
O primeiro cenário é quando o imóvel já existe, ou seja, está totalmente construído. Nesse caso, ela explicou que é essencial solicitar a escritura do imóvel para confirmar que a pessoa que está realizando a venda é realmente a proprietária.

Francisco Álvarez Martínez. (FONTE EXTERNA).
Caso contrário, se o processo estiver sendo realizado por um procurador – com poderes legais – é aconselhável falar diretamente com o proprietário para garantir que ele esteja ciente do processo de venda pretendido.
Especifica ainda que é essencial contatar o tabelião para verificar se o ato notarial foi realizado por ele e se não se trata de uma tentativa de fraude.
Além disso, o advogado especificou que é necessário verificar no Registro de Imóveis se o imóvel possui quaisquer objeções, hipotecas, litígios ou pendências.
Caso o imóvel esteja em fase de planejamento, ou seja, seja um projeto em construção ou ainda a ser construído, deve-se verificar se os incorporadores fazem parte de alguma associação reconhecida, como a Associação Dominicana de Construtores e Promotores de Imóveis (Acoprovi).
No entanto, ele acrescentou: "Não é uma garantia absoluta, mas reduz os riscos por meio de controles internos e regulamentações para seus membros.".
Além disso, ele afirmou que é muito necessário priorizar corretores de imóveis que tenham prestígio ou um histórico reconhecido.
Embora tenha especificado que não existe uma regulamentação rigorosa deste setor no país, salientou que, quando o profissional é altamente reconhecido, isso pode aumentar o nível de segurança.
Nesse sentido, ele destacou a necessidade de se estabelecer um marco legal para regulamentar a corretagem imobiliária, visto que a falta de regulamentação deixa os compradores vulneráveis. Portanto, insistiu na urgência da elaboração de uma lei sobre corretagem imobiliária.
Por fim, ele indicou que é essencial solicitar informações sobre alvarás de construção e aprovação do projeto antes de efetuar a compra.
“Dependendo da fase do projeto, alguns documentos podem ainda não estar disponíveis, mas o que existe deve ser mostrado ao potencial comprador. Nosso objetivo é tornar essas informações facilmente verificáveis em um site”, destacou ele.
As chaves para impedir a fraude imobiliária
Francisco revelou que a fraude imobiliária persistirá na República Dominicana enquanto “os processos legais permanecerem complexos e dispendiosos para os compradores”.
Para solucionar essa situação, o especialista propõe que o Governo crie um posto de atendimento com acesso a informações básicas de cadastro, sob a supervisão de advogados, onde os cidadãos possam ir para consultas e orientações básicas.
Isso também ressalta a necessidade de democratizar a informação na internet.
“Tudo o que não for 'reservado' ou 'secreto' por lei deve estar disponível em tempo real. Isso permitiria aos usuários verificar, por exemplo, se um imóvel possui ônus ou gravames, reduzindo a dependência de intermediários”, explicou ele.
Por sua vez, sugere que o Estado desenvolva e lance, de forma estratégica, uma campanha massiva de conscientização para informar e educar sobre os riscos de adquirir um imóvel sem o devido processo de verificação.
Entre os pontos abordados, ele mencionou a criação de um portal ou site onde os documentos necessários são detalhados antes que uma pessoa proceda à compra de um imóvel.
Por fim, afirmou que o quadro legislativo do país deve ser fortalecido para que o Ministério Público possa atuar de ofício em casos de fraude imobiliária e naqueles considerados excepcionais, com o objetivo de não depender exclusivamente de denúncias particulares para tomar medidas.




