SANTO DOMINGO- O crescimento experimentado pelo país com a entrada de moeda estrangeira e o valor agregado a esse setor econômico representam desafios para a República Dominicana manter sua liderança diante de mercados robustos e consolidados no Caribe em termos de rentabilidade, como Cancún e Jamaica.
A declaração foi feita pelo presidente do Palladium Hotel Group, Abel Matutes Prats, que explicou que esses são dois destinos aos quais o país deveria prestar atenção.
"Cancun e Jamaica têm sido mais competitivas e lucrativas por mais tempo. Essa diferença vem aumentando gradualmente", afirmou ele durante sua participação no painel "Turismo Dominicano: Visão de Empresários Espanhóis", moderado pelo vice-presidente do Grupo Puntacana, Simón Suárez.
Após destacar o salto "extraordinário" na competitividade do turismo, o executivo enfatizou a necessidade de olhar além dos números recordes. "É crucial focar não apenas no número de chegadas, mas também no valor que elas criam e no legado que deixam na comunidade", observou.
Afirmaram que a beleza natural, a riqueza cultural, a segurança jurídica e a colaboração público-privada são algumas das qualidades que os empresários estrangeiros destacam ao investir capital na indústria do turismo dominicana, assim como a sustentabilidade do turismo, o planejamento territorial, a formação especializada em recursos humanos e a regulamentação dos aluguéis de temporada são elementos que contribuem para a liderança do destino.
Em termos de investimento, a CEO do Grupo Iberostar, Sabina Fluxá, explicou que a crescente presença do mercado americano nos investimentos turísticos fez com que os preços e as tarifas em outros destinos caribenhos que competem "muito diretamente" com a República Dominicana fossem "muito mais altos".
Conectividade
Para Gabriel Escarrer, presidente e CEO da Meliá Hotels International, a conectividade aérea é a "espada de Dâmocles" que paira sobre a competitividade da indústria aérea. "A conectividade é muito cara. Voar para certos mercados emissores é duas ou três vezes mais caro do que para outros concorrentes diretos", enfatizou.
Escarrer entende que a República Dominicana precisa se comparar com outros destinos para avaliar sua posição atual e garantir que o investimento "venha e não pense em ir para outros lugares", principalmente porque, após a pandemia, os investimentos são mais limitados e exigem uma visão de longo prazo que maximize seu retorno e agregue valor.
Nova tendência sustentável
A esses desafios soma-se a necessidade de expandir a indústria do turismo a partir de uma perspectiva sustentável, tanto ambiental quanto socialmente.
A CEO do Grupo Piñero, Encarna Piñero, destacou que as empresas espanholas devem ser um exemplo de boas práticas para gerar o equilíbrio necessário entre natureza, cuidado ambiental, comunidades e trabalho com os governos.
"Dada a importância do setor turístico, devemos conscientizar os políticos e as comunidades de que este é o futuro", disse ele.
Plano estratégico de turismo
Durante seu discurso, Escarrer propôs que o Governo crie um plano estratégico de turismo que reúna esforços entre os grupos turísticos para decidir onde a República Dominicana deseja se posicionar como destino turístico nos próximos 10 anos, dentro de uma visão de desenvolvimento de longo prazo.
Foto da capa: Diario Libre.
Com informações do Diario Libre.




