Para a advogada Carolina Núñez Paulino, que representa 59 vítimas da alegada fraude imobiliária perpetrada pela empresa Novasco Real Estate SRL, a captura de Loany Lismeiry Ortiz Nova e Yves Alexandre Giroux, atualmente foragidos, é de vital importância. Ela argumenta que ambos são os mentores das operações imobiliárias, por meio das quais teriam desviado mais de US$ 18 milhões de pessoas que, segundo o Ministério Público, foram enganadas na compra de imóveis
Ontem, segunda-feira, em La Romana, o Gabinete de Atenção Permanente adiou para o dia 18 de fevereiro a audiência para conhecer a medida coerciva contra dois dos envolvidos no caso, que envolve clientes da República Dominicana, Europa e Estados Unidos.
O pedido de adiamento da audiência contra Marisol Nova Nolasco e Rocío del Alba Rodríguez de Moya, presas na última sexta-feira durante uma operação denominada pelas autoridades de "Caso Guepardo", foi feito pelos advogados das envolvidas, a fim de analisar o pedido do Ministério Público.
Em seu pedido de medidas coercitivas, o órgão de justiça solicita 18 meses de prisão preventiva e que o caso seja declarado complexo.
Capturar os fugitivos
Núñez Paulino pediu às autoridades que envidassem esforços para capturar Loany Lismeiry Ortiz Nova e Yves Alexandre Giroux, que estão foragidos.
Ele declarou El Inmobiliario que ambos representam a chefia da organização, uma vez que atuaram como os principais gestores da empresa.
“Queremos insistir que os fugitivos sejam presos pelo Ministério Público ou que se entreguem; eles são os verdadeiros líderes da organização, juntamente com os que já foram presos. Eles eram os gerentes da Novasco Real Estate”, explicou Núñez Paulino.
Diversas nacionalidades
Segundo o processo que solicita medidas coercitivas, mais de 120 pessoas teriam sido afetadas, incluindo 24 cidadãos americanos, dos quais dois são porto-riquenhos, quatro canadenses, dois suíços e dois alemães.
Primeiro evento inovador
A operação, iniciada na última sexta-feira, dia 7, incluiu 11 batidas policiais, prisões e apreensões. Segundo o Ministério Público, a quadrilha atuava por meio de redes sociais, atraindo compradores dos Estados Unidos, Porto Rico e Europa, que realizavam transferências para adquirir imóveis inexistentes.
As autoridades apresentaram mais de 284 documentos comprobatórios, além de laudos periciais, material audiovisual e depoimentos de testemunhas, que incriminam os réus. Os promotores responsáveis pela investigação foram Claudio Cordero e Bienvenido Florentino, que representarão o Ministério Público na audiência.
Segundo o documento que solicita medidas coercitivas, o terreno utilizado para o empreendimento nunca teve as licenças necessárias do Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED) ou do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais.
Nos contratos de promessa de compra e venda, a empresa Novasco Real Estate SRL declarou-se legítima proprietária do terreno de matrícula nº 2100003603. Contudo, o Ministério Público alega ter comprovado que a empresa jamais efetuou o pagamento referente ao referido terreno, apesar de ter recebido transferências milionárias das vítimas.
Além disso, os réus organizaram um evento chamado "Inauguração e Corte da Fita" em fevereiro de 2023 para o fictício projeto Romana Victoriana. Nesse evento, eles simularam atividades de construção com máquinas e equipamentos no local para reforçar a confiança dos compradores.




