Na República Dominicana, observa-se um padrão claro de crescimento descontrolado em cidades, bairros e conjuntos habitacionais, impulsionado por grupos do crime organizado, compostos principalmente por dominicanos e haitianos, que se instalam em terrenos privados ou estatais e transformam essas áreas em territórios sem lei, "e qualquer um que tente entrar e reivindicar seus direitos acaba morto." - Eliseo Cristopher.
SANTO DOMINGO - A Confederação Dominicana de Micro, Pequenas e Médias Empresas de Construção (COPYMECON) acredita que, ao oferecer condições melhores e mais atrativas, a força de trabalho no setor da construção civil poderia se tornar mais dominicana e deixar menos espaço para imigrantes ilegais que encontram refúgio nesse setor.
Nesse sentido, seu presidente, Eliseo Cristopher, pediu ao presidente Luis Abinader que encontrasse os mecanismos necessários para dominicanizar a força de trabalho do setor da construção civil, tornando-a mais atrativa e com melhores garantias.
Ele reconhece que o setor depende da mão de obra haitiana. "Se não tivermos mão de obra haitiana, o setor da construção civil certamente irá parar", afirmou Cristopher, após confirmar que o país pode deportar qualquer estrangeiro que resida ilegalmente em território dominicano.

Em coletiva de imprensa, o presidente da associação, juntamente com uma delegação da entidade que representa os pequenos construtores, elogiou as medidas adotadas pelo governo Abinader para processar invasores de propriedades privadas e do Estado dominicano.
Abinader emitiu recentemente o decreto 668-22, que prevê a criação de uma unidade especializada na Polícia Nacional para a prevenção e repressão das ações mencionadas.
Eliseo Cristopher recordou que em numerosas ocasiões chamou a atenção das autoridades com o objetivo de prevenir ou impedir a ocupação ilegal de terrenos, tanto privados como estatais.
“A prática de invadir terras privadas ou estatais é muito antiga, realizada por máfias inescrupulosas compostas por dominicanos e estrangeiros sem documentos, principalmente haitianos, que violam o estado de direito. Vemos que, da noite para o dia, eles constroem um bairro de forma desorganizada, sem planejamento urbano, sem sistema de saneamento, calçadas ou meio-fio, o que dá origem a vandalismo, delinquência, crime, dependência química e prostituição”, explicou ele.
Máfias organizadas
Ele disse que as pequenas construtoras, para desenvolver um projeto, precisam fazê-lo de forma organizada e cumprir todas as normas legais que regem a construção civil, e às vezes passam anos ou décadas planejando uma urbanização ou qualquer outro projeto, e ainda assim "essas pessoas inescrupulosas entram à força e em semanas constroem uma cidade, sem qualquer tipo de garantia".
Na opinião dele, a República Dominicana está passando por um crescimento desordenado de cidades, bairros e urbanizações, realizado por máfias organizadas, compostas principalmente por dominicanos e haitianos, que se instalam em terras privadas ou estatais e transformam esses lugares em terra de ninguém, "e qualquer um que tente entrar para reivindicar seus direitos acaba morto".
“Apoiamos, de forma definitiva e abrangente, as medidas regulatórias contidas no decreto presidencial emitido na última sexta-feira, dia 11 deste mês, que visam garantir os direitos de propriedade, uma vez que afetam todos os setores do país”, declarou o presidente da Copymecom.
Cristóvão reafirmou seu apoio às disposições contidas no referido decreto, esperando que os órgãos nele instruídos, como os Ministérios do Interior e da Polícia, das Relações Exteriores, a Direção-Geral de Migração e a Polícia Nacional, garantam a proteção efetiva dos direitos de propriedade, o que é relevante hoje para fortalecer a segurança jurídica e prevenir ocupações irregulares ou invasões de propriedade privada.





