SANTO DOMINGO– O economista Alejandro Arredondo sugeriu que, diante do declínio vivenciado pelo setor da construção civil no país, uma série de medidas poderia ser implementada para reativar esse importante segmento da economia dominicana.
Ele sugeriu que o Banco Central da República Dominicana poderia abrir uma linha de crédito para incentivar esse setor e, assim, impulsionar a economia. No entanto, alertou que essa medida poderia resultar em um aumento da taxa de câmbio.
Além disso, ele destacou que a liberação da exigência de reserva legal também poderia ajudar a revitalizar o setor, que apresentou prejuízos durante os primeiros quatro meses do ano.
Durante uma entrevista no programa “La Ventana de El Inmobiliario”, Arredondo enfatizou a importância de abordar a situação do trabalho informal, bem como o papel fundamental que a mão de obra haitiana nos projetos de construção.
Essas são medidas que podem ser tomadas e, obviamente, um elemento que não levamos em consideração é a taxa de câmbio, já que a maior parte dos insumos utilizados na construção vem do exterior”, explicou ele.
O economista chamou a atenção para dois materiais que têm um peso determinante no preço final das construções: o vergalhão e o cimento.
Ele observou que o vergalhão representa cerca de 17% do custo total de um projeto de construção e que, no caso do cimento, um saco custa atualmente entre RD$ 495 e RD$ 565.
Dado que esse investimento está concentrado em poucas empresas, ele sugeriu que a Comissão Nacional de Defesa da Concorrência investigue se o preço utilizado reflete realmente o mercado.
Estimativas
Durante seu discurso, o analista econômico destacou que, segundo as estimativas mais recentes, a economia dominicana teve suas projeções de crescimento reduzidas: inicialmente, esperava-se uma expansão de 5%, depois o valor foi ajustado para 4,5% e, atualmente, a projeção para o primeiro trimestre do ano é de cerca de 3,5%.
Arredondo especificou que essa desaceleração está intimamente relacionada ao comportamento do setor da construção civil e de outras áreas-chave da economia.
“As estimativas para o setor da construção civil sugerem que a inflação poderia cair para 2%, desde que haja uma política para incentivar a redução das taxas de juros, o que não acredito que acontecerá tão cedo. As taxas de juros, outro fator que afeta o setor da construção civil, permanecem altas”, explicou ele.
O economista especificou que as taxas de juros dos empréstimos hipotecários subiram de 14% para 16%, observando que, por enquanto, não se espera que diminuam até setembro.
Foto: Solangel Valdez.




