Mercado imobiliário residencial Dominicanos protestam em Nova York contra golpe imobiliário

Dominicanos protestam em Nova York contra golpe imobiliário

Um grupo de dominicanos que pagaram quantias significativas pela compra de um imóvel da construtora IndisArq se reuniu neste fim de semana no Upper Manhattan, em Nova York, pedindo ao sistema judiciário da República Dominicana que tome medidas contra o golpe imobiliário do qual foram vítimas.

“Estamos aqui contra os golpes imobiliários”, disseram as vítimas, que vieram de Connecticut, Pensilvânia, Massachusetts, Nova Jersey, entre outros estados, com faixas para protestar e exigir segurança jurídica.

Os manifestantes alegaram ter pago entre US$ 10.000, US$ 15.000, US$ 21.000, US$ 31.000, US$ 39.000, US$ 48.000 e até US$ 60.000 à construtora IndisArq, de propriedade do arquiteto Emmanuel Rivera, após a assinatura de um contrato e o pagamento do valor inicial para a aquisição do imóvel em Santo Domingo.

“Meu marido e eu fizemos sacrifícios ao contrair empréstimos para pagar esse dinheiro, e agora nos dizem que não temos nada. Isso não é justo”, disse Jennifer Diaz Genao à Univision, acrescentando que havia pago US$ 37.000 como entrada para um apartamento avaliado em US$ 178.000 em Santo Domingo Leste.

Eles afirmaram que, embora alguns tenham apresentado queixas, desconhecem o andamento das investigações conduzidas pelo Ministério Público da República Dominicana.

Uma reportagem da N Investiga, publicada em outubro passado, revelou que os golpes citados variam desde apartamentos não entregues, imóveis vendidos em excesso, construções ilegais, entre outros.

“Até relaxamos com o fato de que iríamos morar juntos”, comentaram dois dos afetados durante o protesto do fim de semana, referindo-se ao mesmo número de apartamento que foi vendido para dois compradores diferentes.

“Nossos direitos foram violados porque ninguém nos ajuda”, disse Rosario Montero, uma das pessoas afetadas. Um dos projetos mencionados foi a Riviera Tower, também conhecida como Riviera del Este, que consiste em sete torres de 30 andares, localizadas em Santo Domingo Leste.

“O homem continua a operar normalmente, sem qualquer restrição ou prisão”, declarou Jean Cristhoper Pérez, advogado de 7 das vítimas, que garantiu que a construção do projeto ainda não começou.

Gabinete do Procurador

Em outubro passado, o Ministério Público emitiu uma intimação aos advogados que representam as supostas vítimas. Até então, pelo menos 13 pessoas haviam apresentado queixas contra Riviera ao Ministério Público, alegando que ele não havia entregue os apartamentos nos empreendimentos em que haviam investido, apesar de terem efetuado os pagamentos e o prazo de entrega já ter expirado.

“Estamos numa fase em que temos de manter tudo em segredo para não comprometer a investigação. Dado que somos obrigados a agir com objetividade”, afirmou o Ministério Público em outubro passado, referindo-se aos casos.

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