Página Inicial >Território Tecnológico> Primeiro microchip de silício produzido em universidade é desenvolvido na República Dominicana

República Dominicana desenvolve o primeiro microchip universitário feito de silício

O projeto fortalece a formação local em semicondutores e abre novas oportunidades para o desenvolvimento tecnológico do país

SANTO DOMINGO. A Pontifícia Universidade Católica Madre y Maestra (PUCMM) desenvolveu o primeiro microchip universitário da República Dominicana, concebido e verificado por professores, estudantes e graduados do país e posteriormente fabricado em silício através de um processo industrial internacional.

O dispositivo foi desenvolvido utilizando a tapeout, empregue na indústria de semicondutores para levar um projeto da arquitetura e simulação ao fabrico. O circuito incorpora uma unidade lógica aritmética, registos e sistemas de controlo para executar operações e processar instruções.

Fabricado com recurso a tecnologia de 180 nanómetros

O fabrico foi realizado pela Global Foundries utilizando um processo de fabrico Multi-Project Wafer (MPW), com tecnologia GF180MCU de 180 nanómetros. O protótipo mede 2.935 × 2.935 milímetros, e foram produzidas 50 unidades, posteriormente encapsuladas e validadas.

A Synopsys forneceu ferramentas de design e formação, enquanto a Keysight facilitou soluções para design, simulação, medição e testes. A iniciativa foi desenvolvida no âmbito do programa Chip Design to Tapeout, integrado no programa Synopsys Academic & Research Alliances (SARA).

Formação de talentos especializados

O projeto envolveu os professores Javier Marte, Justin Bueno, Julien Philippe e Rafael Batista, bem como o graduado Denys Merkushev e o aluno Jeison Hernández.

Para além da fabricação do circuito, a experiência fortaleceu as capacidades de estudantes e professores em tecnologias de semicondutores e estabeleceu ligações com universidades como a Purdue University, a University at Albany–SUNY e a University of California, Santa Cruz.

Prepare um chip para inteligência artificial

Como próximo passo, a universidade está a trabalhar numa nova geração de microchips com capacidades de processamento neural orientadas para aplicações de inteligência artificial.

A iniciativa surge numa altura em que a República Dominicana procura expandir a sua participação na cadeia global de semicondutores, em consonância com o Decreto 324-24 e a Estratégia Nacional para a Promoção da Indústria de Semicondutores (ENFIS).

Quatro programas de engenharia obtêm acreditação ABET

Durante o evento STEM Transforma RD, a PUCMM anunciou também a acreditação ABET para Engenharia Civil, Engenharia Eletrotécnica e Engenharia Mecânica, que se juntam à Engenharia Industrial e de Sistemas.

A universidade tem os cursos de Engenharia Mecatrónica, Engenharia Telemática e Engenharia Informática, que se encontram atualmente em processo de acreditação.

O desenvolvimento do microchip e o progresso nas certificações refletem o esforço para expandir a formação especializada e preparar os profissionais dominicanos para participar em indústrias tecnológicas mais complexas.

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