SANTO DOMINGO – Durante anos, as tendências de decoração foram definidas pelo acúmulo de objetos, mudanças constantes e espaços projetados para impressionar. No entanto, um movimento cada vez mais popular propõe justamente o oposto: o Slow Decor, uma filosofia que defende lares mais tranquilos, funcionais e personalizados.
Segundo a revista especializada El Mueble, essa tendência surge como resposta ao consumo acelerado e promove a criação de espaços que refletem a personalidade de quem os habita, priorizando a qualidade, a durabilidade e o significado de cada peça em detrimento de modismos passageiros.
Menos objetos, mais intenção
Mais do que um estilo decorativo, o Slow Decor é uma forma de compreender a casa. A abordagem envolve escolher menos objetos, porém com maior valor emocional ou funcional, evitando preencher os cômodos com itens que não contribuem para o bem-estar ou a utilidade.
Segundo a ELLE Decor, uma das principais tendências de design de interiores para 2026 é a busca por ambientes domésticos mais acolhedores e convidativos. Especialistas consultados pela publicação indicam que as tendências atuais de design estão voltadas para espaços que transmitem calma por meio de materiais naturais, cores inspiradas na natureza e ambientes visualmente equilibrados.
A conexão com materiais naturais é um dos pilares dessa tendência. Madeira, linho, pedra, cerâmica artesanal e fibras naturais estão ganhando destaque em relação aos materiais sintéticos ou produzidos em massa. Segundo a designer Marina Picos, diretora criativa da Sklum, citada pela Vogue Espanha, os interiores buscam cada vez mais transmitir conforto e autenticidade por meio de elementos que proporcionam textura e aconchego.
Uma casa que evolui com o tempo
O designer de interiores Antonio Calzado explicou à revista El Mueble que as casas modernas estão se afastando de transformações radicais e optando por mudanças mais sutis. Ele recomenda incorporar tendências por meio de peças específicas, como tecidos, luminárias ou pequenos móveis, em vez de reformar completamente um espaço a cada estação.
Essa filosofia também incentiva a preservação de objetos históricos, a restauração de móveis e a construção de ambientes que evoluem naturalmente ao longo dos anos, em vez de seguir tendências passageiras.
Decore pensando no bem-estar
A filosofia Slow Decor também está intimamente ligada à sustentabilidade. O site especializado Arquitectura y Diseño destaca que a tendência privilegia a reutilização de móveis, a compra de peças duráveis e a escolha de materiais naturais, reduzindo assim o impacto ambiental associado ao consumo constante de produtos decorativos.
As cores também desempenham um papel importante. De acordo com a Metrovacesa, os tons de areia, terracota, verde-oliva, bege quente e branco linho dominam as coleções de 2026 porque ajudam a criar ambientes serenos e atemporais, alinhados com a busca pelo bem-estar dentro de casa.
Especialistas concordam que o objetivo não é ter uma casa perfeita ou seguir todas as tendências que aparecem nas redes sociais. A chave é construir espaços que evoluam com o tempo e sejam confortáveis para quem vive neles.
Em vez de decorar mais, o Slow Decor propõe decorar melhor: escolher com intenção, cercar-se de objetos significativos e transformar sua casa em um lugar projetado para ser apreciado, não apenas exibido.
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