SANTO DOMINGO – Embora o Índice de Custo Direto da Construção de Habitações (ICDV) tenha apresentado uma ligeira variação negativa de -0,04% em maio de 2025, o grupo de ferramentas destacou-se com um aumento significativo de 4,08%, tornando-se o principal motor dos aumentos registados no referido mês, de acordo com o Gabinete Nacional de Estatística (ONE).
O relatório, que abrange a região metropolitana e mede os custos diretos de construção de casas unifamiliares e multifamiliares, revelou que o índice geral caiu de 236,26 em abril para 236,16 pontos em maio, refletindo uma aparente estabilidade. No entanto, quando analisado por grupos de custos, observa-se uma tendência mista, com as ferramentas apresentando a maior pressão de alta.
Entre os subgrupos que mais contribuíram para esse aumento, destacam-se os tubos e conexões de PVC, com um aumento de 2,66%, e as pedras naturais e o mármore, que cresceram 2,45%. Observou-se também um ligeiro aumento nos equipamentos e acessórios de encanamento e sanitários, de 0,32%.
Em contrapartida, outros grupos de custos apresentaram reduções, como máquinas (-0,93%) e subcontratos (-0,19%). A mão de obra, por outro lado, não apresentou alterações durante o mês, permanecendo em 0,00%.
Por tipo de habitação, o maior ICDV foi registado em casas unifamiliares de um só piso, com um índice de 241,76 pontos, enquanto as casas multifamiliares com oito ou mais pisos registaram o valor mais baixo, com 231,73 pontos.
Apesar da ligeira queda mensal, o índice mantém uma variação acumulada de 3,72% até agora neste ano e um aumento anual de 5,32%, refletindo um aumento contínuo no custo de construção de casas em comparação com maio de 2024.




