Ele opinou que o Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED) deveria intensificar seus esforços e ser mais rigoroso na supervisão de projetos de construção informal em todo o país, e que a CODIA se ofereceu para colaborar nesses esforços.
SANTO DOMINGO- Cristian Rojas, presidente do Colégio de Engenheiros, Arquitetos e Topógrafos (CODIA), garantiu ontem à noite que o prédio que desabou ontem em San Cristóbal não possuía alvará de construção, nem os estudos técnicos necessários para a realização da obra.
O engenheiro Johnny del Rosario, responsável pelo projeto, segundo documento de notificação do Ministério da Habitação, é um dos principais construtores daquele município no sul do país, conforme explicou ao El Inmobiliario o presidente da associação de construtores, que afirmou ainda que a construção também não possuía as plantas exigidas.
“Os estudos geotécnicos correspondentes não foram realizados, razão pela qual houve afundamento das colunas devido à carga excessiva, além do fato de o responsável não possuir as plantas ou as licenças de construção para o projeto no local”, explicou o engenheiro Rojas.
Ele afirmou que, segundo informações obtidas de amigos e membros, Rosario não tem qualquer ligação com a CODIA.
No prédio localizado no setor Villa Valdez de San Cristóbal, estavam sendo construídos oito apartamentos, dois por andar, cujo desabamento afetou quatro das residências situadas próximas ao local do incidente.
O presidente da CODIA, que esteve no local ontem à noite, explicou que o desabamento ocorreu durante a concretagem da laje do quarto pavimento.
“Mas não existe nenhum critério estrutural que garanta a segurança ou a confiabilidade da construção. Devemos continuar a instar os investidores a procurarem profissionais qualificados para realizar os seus projetos de construção e investimentos, de forma a que estes sejam garantidos e não coloquem vidas em risco”, explicou o engenheiro.
Ele opinou que o Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (MIVHED) deveria intensificar seus esforços e ser mais rigoroso na supervisão de projetos de construção informal em todo o país, e que a CODIA se ofereceu para colaborar nesses esforços.
“O problema é que eles não têm pessoal nem logística para lidar com a construção ilegal em nível nacional”, afirmou Rojas.
Cadeado após roubo
Após o incidente, técnicos da MIVHED chegaram ao local para comunicar a suspensão da construção.





