Por Escarlin Pozo
El Inmobiliario
SANTO DOMINGO- O ex-presidente da Associação Dominicana de Construtores e Promotores Imobiliários (Acoprovi), Fermín Acosta, anunciou uma série de propostas que podem revitalizar o setor da construção civil na República Dominicana.
Entre suas propostas, ele indicou a importância de criar um Fundo Nacional de Habitação para garantir maior estabilidade no acesso ao crédito imobiliário.
“Para combater permanentemente as flutuações das taxas de juros, é aconselhável criar um Fundo Nacional de Habitação que ofereça subsídios às taxas por um período específico”, afirmou em entrevista ao El Inmobiliario.
Acosta defendeu a necessidade de promover a construção de moradias para fins de aluguel sob uma legislação que proteja ambas as partes: o proprietário do imóvel e o inquilino.
Ele também considerou que a implementação de subsídios parciais para o pagamento de aluguéis é fundamental para "reduzir o déficit habitacional, combater a queda na construção civil, melhorar a economia e a qualidade de vida da população".
Essas declarações foram feitas pelo especialista ao abordar o penúltimo relatório do Banco Central da República Dominicana, após anunciar que, durante os dois primeiros meses do ano, houve uma queda anual de -7,7%.

Fermín Acosta. (FONTE EXTERNA).
Contudo, a entidade estatal autônoma informou em seu último relatório de março que o setor apresentou uma recuperação. Mesmo assim, ao analisar o desempenho do primeiro trimestre como um todo, os números permanecem negativos em -1,2%.
O ex-presidente da Acoprovi afirmou que um dos fatores que impactaram negativamente a construção civil no país foi a dificuldade em contratar mão de obra e o aumento dos custos dos materiais para projetos de construção.
Aprofundando o tema dos imigrantes, Fermín Acosta especificou que essa situação afetou diferentes setores do país, incluindo os setores público e privado.
Para combater essa dura realidade, ele revelou que o desenvolvimento e a aplicação de “medidas destinadas a identificar e formalizar os trabalhadores são de grande interesse”, acrescentando que, atualmente, “a tecnologia permite fácil identificação e localização”.
“O país não pode renunciar ao seu poder de controlar a migração, mas pode contratar estrangeiros que contribuam para a economia e mandar de volta para seus países aqueles que agem de forma diferente, como é normal em muitos países”, disse ele.
Partindo da necessidade de mão de obra, que não apenas estagnou no setor da construção civil, o empresário enfatizou que a educação dual nas escolas pode se tornar uma opção de "médio prazo" para garantir a disponibilidade de dominicanos aptos para o trabalho.
Segundo ele, essa medida contribuiria para a República Dominicana em dois aspectos importantes: para os setores econômicos e para a redução do emprego informal.




