SANTO DOMINGO- Com aumentos entre 5 e 3 pesos, o Ministro da Indústria e Comércio, Ito Bisonó, anunciou ontem os preços dos combustíveis que estarão em vigor na semana de 5 a 11 deste mês.
A partir de agora, os preços da gasolina comum e da gasolina premium aumentarão em quatro pesos. A gasolina comum será vendida a 270,50 pesos por galão e a gasolina premium a 287,60 pesos por galão.
Quanto ao diesel premium, o preço por galão subirá 3 pesos, para cerca de 236,10, e o diesel comum aumentará 5 pesos, sendo vendido por 217,60. O gás liquefeito de petróleo (GLP) aumentará 1 peso por galão e seu preço passará a ser de 147,60.
Transporte
O diretor do Instituto Nacional de Trânsito e Transporte Terrestre (Intrant), Rafael Arias, afirmou ontem que a redução das tarifas no transporte público não é possível.
“Não tem jeito, as atividades comerciais e o transporte são um exemplo disso, e dependem dos custos operacionais e do combustível, que é o principal elemento, e continuam subindo a cada dia. Como sociedade, não podemos imaginar que o preço do transporte vá diminuir”, disse Arias.
Enquanto o governo tenta conter o aumento das tarifas, que os sindicatos de motoristas vêm pressionando desde novembro passado, o Ministro da Presidência, Lisandro Macarrulla, realizou uma reunião com líderes do setor de transportes em 20 de janeiro para encontrar uma solução para o aumento das tarifas.
Em reunião realizada no Palácio Nacional, foi garantida a estabilidade social dos motoristas e usuários do transporte público no país, segundo comunicado à imprensa.
Em janeiro, o líder dos motoristas, Rubén Almonte, declarou que as tarifas deveriam custar cerca de RD$ 65 nas linhas de transporte público, devido ao alto preço do combustível atualmente.
“Nós, transportadores, somos uma parte popular da população. A tarifa em um transporte público deveria ser entre 60 e 65 pesos, mas o que acontece é que não a aumentamos porque aumentá-la significaria aumentar o preço para o nosso irmão, o policial, o guarda, parte da população que não suportaria isso”, disse o líder.
Sempre que os preços da gasolina sobem, os motoristas protestam veementemente e as ameaças de aumento das tarifas ressurgem.
Petróleo acima de US$ 90 cria um novo desafio para o plano anti-inflacionário
O preço do barril de petróleo WTI dos EUA ultrapassou os 90 dólares ontem pela primeira vez em sete anos, apontando para um novo desafio às finanças públicas e aos esforços do governo para conter o processo inflacionário que afeta a economia desde o ano passado.
Nas últimas semanas, o Governo e as autoridades econômicas anunciaram uma série de medidas destinadas a controlar a inflação persistente, que eleva os custos da cadeia produtiva e se reflete no aumento dos preços dos bens básicos consumidos pela população.
A agência de notícias AFP informou ontem que o barril de petróleo bruto "light sweet" (WTI), referência para entrega em março, ultrapassou a marca de US$ 90 pela primeira vez desde o inverno de 2014, fechando a US$ 90,27, uma alta de 2,27%.
O Banco Central indicou recentemente que a inflação anual no final de 2021 ficou em 8,50%, afetada, como no resto do mundo, por choques externos mais persistentes do que o esperado.
Ele salientou que o aumento refletido nos preços foi significativamente influenciado por fatores exógenos, como o aumento dos preços das commodities, mas particularmente pelo preço do petróleo e dos alimentos.
Além
das medidas tomadas pelo Governo e pelo Banco Central para garantir a estabilidade e a sustentabilidade da economia nacional, é necessário que as autoridades redobrem seus esforços para manter os níveis de recuperação econômica que o país vem apresentando.
A Superintendência de Bancos intervém no Bancamérica para a sua dissolução
A Superintendência de Bancos (SB) interveio na manhã de quarta-feira no Banco Múltiple Las Américas (Bancamérica) por suposto descumprimento do plano de regularização acordado com a instituição financeira em 2019 e por um baixo índice de solvência. Essa instituição financeira vinha acumulando prejuízos desde 2015, totalizando aproximadamente RD$ 711 milhões. A última vez que registrou lucro, de RD$ 14,2 milhões, foi em 2014. Em 2020, segundo seu comissário de contas, a instituição teve um prejuízo de RD$ 162,9 milhões e, em 2019, de outros RD$ 201,7 milhões.
O artigo 46, inciso E, da Lei Monetária e Financeira 183-02 exige um índice de solvência de, no mínimo, 10%. A legislação estipula que diversos bancos e instituições de crédito que não atendam a esse índice de solvência serão considerados insolventes do ponto de vista regulatório. O presidente do conselho de administração do Bancamérica é Víctor Vargas Irausquín, que já enfrentou processos judiciais em vários países e panamenhas por suposta fraude.
O Bancámerica opera nove agências na República Dominicana, incluindo sua sede na esquina das ruas Francisco Prats Ramírez e Padre Emiliano, no bairro Evaristo Morales, em Santo Domingo. Possui também escritórios em Barahona, Vicente Noble e Neiba, na região sul, além de uma agência inaugurada recentemente em Punta Cana.
O Bancamérica, em todo caso, é um banco muito pequeno que representa apenas 0,13% dos ativos do sistema financeiro, 0,34% dos depositantes (dos quais 50% não possuem contas ativas) e 0,27% dos devedores. De acordo com a lei, as autoridades devem responder aos depositantes em até 30 dias em relação ao fundo de contingência previsto em lei, que, segundo o Banco Central, é de aproximadamente RD$ 21 bilhões.
A Deloitte, em relatório de auditoria concluído em dezembro de 2020, revela que o Bancamérica gerou prejuízos no ano e acumulados até 31 de dezembro de 2020, nos montantes de RD$ 162.972.922 e RD$ 688.356.376, que representam 15% e 63% do seu capital integralizado, respectivamente, além do impacto que a pandemia de covid-19 teve nas operações e nos resultados subsequentes.
Textos extraídos de publicações do Listín Diarioe do El Dinero.




