"Com essas soluções, a MIVED está dando uma nova cara ao setor e reafirmando seu compromisso com a transparência e a eficiência", disse Raquel Peña, vice-presidente da República.
SANTO DOMINGO -O que era uma demanda constante do setor da construção civil, por reduzir o processo de obtenção de licenças e alvarás, agilizar o percurso dos construtores na execução de uma obra e oferecer maior transparência aos procedimentos, foi anunciado ontem à noite pelo Ministério da Habitação e Edificações (MIVED), acompanhado pela vice-presidente, Raquel Peña.

Este é o "Balcão Único para a Construção" (VUC) , um sistema integrado que modernizará o processamento e a obtenção de licenças e autorizações em benefício do setor da construção civil, a fim de agilizar e facilitar, em um único local, as acreditações necessárias para o desenvolvimento das obras.
“Queremos melhorar a vida dos dominicanos e, para isso, precisamos oferecer soluções para o setor da construção civil, para que ele, por sua vez, possa atender de forma mais eficaz às necessidades da nossa população e continuar gerando empregos, como tem feito consistentemente nos últimos anos”, declarou Carlos Bonilla, Ministro do MIVED.
“Devemos utilizar todos os recursos à nossa disposição para maximizar o nosso impacto e criar um governo eficiente. Esta ideia, que agora é uma realidade, representa uma visão do setor público, do governo e das políticas que desenvolvemos. Com estas soluções, o MIVED está dando uma nova cara ao setor e reafirmando o seu compromisso com a transparência e a eficácia”, afirmou Raquel Peña, Vice-Presidente da República, em seu discurso de abertura.
O Sistema de Janela Única para Construção (VUC) é reforçado com a adição do gestor urbano, que será responsável por conduzir a análise técnica legalmente exigida antes da obtenção das licenças para o início da construção. Por sua vez, o supervisor técnico privado é o especialista que realizará o trabalho de consultoria e supervisão técnica para um projeto de construção.
Peña elogiou a VUC após indicar que a plataforma permitirá um serviço eficiente como facilitadora e viabilizadora de investimentos em construção na República Dominicana.
Ele afirmou que o lançamento desta janela permitirá o monitoramento e o acompanhamento das métricas de resposta dos procedimentos priorizados pelo Ministério da Habitação e Edificações, no âmbito do plano de Burocracia Zero, que está atualmente em processo de implementação de vínculos com outras instituições e seus respectivos procedimentos relacionados à construção.
Produto Interno Bruto
O Ministro da Habitação e Edificações, Carlos Bonilla, também informou que os investimentos realizados no setor da construção civil entre janeiro e junho deste ano representaram 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do país nesse período.
“É importante destacar que o setor da construção civil apresentou uma forte recuperação pós-pandemia e é um dos setores que impulsionam o progresso do país. Entre janeiro e junho de 2022, representou 15% do PIB. Hoje, apoiamos vocês para que possam continuar impulsionando o progresso do nosso povo”, afirmou o chefe do Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano (Mived).
As licenças de construção geraram um investimento de RD$ 252 bilhões
Até o momento, em 2022, as licenças de construção aprovadas pelo Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano (Mived) geraram RD$ 252 bilhões em receita para o governo. Desse montante, RD$ 208 bilhões correspondem à construção de moradias.
Vivián Reyes Roca, Vice-Ministra de Normas e Transformações do Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano (Mived), afirmou que o número de alvarás de construção emitidos tem aumentado constantemente. Segundo seus dados, entre agosto de 2020 e agosto de 2022, o número de alvarás emitidos superou em 44% o total emitido nos oito anos anteriores.

Ele citou que, em 2020, apesar dos efeitos da pandemia de COVID-19, foram emitidas 1.204 licenças; 1.255 em 2021 e, para o final deste ano, há uma projeção de 1.620 solicitações.
Reyes Roca explicou que, das licenças de construção concedidas, 84% correspondem a habitações; 7,4% a escritórios; 1,1% a alojamentos e os restantes 7% são licenças para construção noutras categorias.




