SANTO DOMINGO -Ontem, sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025, a Procuradoria de La Romana, em conjunto com a Procuradoria Especializada em Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, lançou o caso Guepardo, que incluiu uma grande operação com 11 buscas, prisões e apreensões, no âmbito do caso Novasco Imobiliária, a empresa de construção e imobiliária que supostamente fraudou diversas pessoas em um montante que giraria em torno de mais de 18 milhões de dólares.
Durante a operação, Marisol Nova Nolasco e Rocío del Alba Rodríguez de Moya foram presas, identificadas como líderes de uma rede dedicada a fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro, enquanto Yves Alexandre Giroux e Loany Lismeiry Ortiz Nova, membros dessa estrutura, estão foragidos, segundo comunicado do Ministério Público.
Segundo a agência, a rede operava por meio das redes sociais, atraindo compradores dos Estados Unidos, Porto Rico e Europa, que realizavam transferências para adquirir propriedades inexistentes.
A operação resultou na apreensão de bens, veículos de luxo, aparelhos eletrônicos, modelos, documentação corporativa relacionada ao crime sob investigação, entre outros itens.
O Ministério Público informou que, a partir da madrugada de sexta-feira, foram realizadas 11 buscas e apreensões, resultando na apreensão de dois imóveis em Santo Domingo Leste, no Distrito Nacional, em La Romana e em La Altagracia. A organização criminosa teria lesado centenas de vítimas e obtido lucros ilícitos superiores a 18 milhões de dólares.
A operação foi liderada pela Procuradoria de La Romana, em colaboração com a Procuradoria Especializada em Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, a Direção Nacional de Controle de Drogas (DNCD) e a Divisão de Investigação de Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo (DILATF) da Polícia Nacional.
Segundo a investigação, a rede criminosa criou a empresa Novasco Real Estate, SRL, para cometer a fraude. Posteriormente, adquiriram uma franquia da RE/MAX, ganhando a confiança das vítimas e atraindo clientes que, em última análise, foram lesados.
A procuradora judicial Ramona Nova Cabrera, chefe interina da Procuradoria Especializada em Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, e a procuradora-chefe de La Romana, Reina Yaniris Rodríguez Cedeño, destacaram que a investigação desmantelou uma rede criminosa meticulosamente planejada.
A investigação preliminar, conduzida pelos procuradores Bienvenido Florentino e Claudio Cordero, desmantelou esta sofisticada rede criminosa. As autoridades prosseguem com as investigações para capturar os fugitivos e levar todos os responsáveis pela fraude à justiça.
O processo
Em dezembro do ano passado, o Ministério Público de La Romana recebeu a denúncia apresentada por um grupo de pessoas, na sua maioria residentes no estrangeiro, que alegavam ter sido vítimas de fraude por parte da empresa Novasco Real Estate SR L, conforme consta na denúncia que, à altura, contava com mais de 50 páginas, segundo a cópia enviada ao El Inmobiliario.
Carolina Núñez, advogada que representa 38 vítimas, destacou que o valor total das indenizações pleiteadas por seu escritório gira em torno de US$ 500.000. “A empresa que supostamente desenvolveu o projeto é conhecida como Novasco Real Estate, uma empresa de fachada. Ela foi constituída apenas em 2021 e, oito meses depois, já estava sendo promovida como uma grande incorporadora”, afirmou a advogada na ocasião.
Entre os afetados, segundo a denúncia nos arquivos do El Inmobiliario, estão Julia Antonopoulus, Marina Marte, Manuel Enrique Frisman Terreno, Patricia del Carmen Remírez Peña, Raime Lorenzo Lora Gómez Suriel, entre outros.




