As vendas de materiais de construção caíram entre 40 e 50%, de acordo com...

As vendas de materiais de construção diminuíram entre 40 e 50%, afirma o presidente da ASODEFE

SANTO DOMINGO- A venda de materiais de construção sofreu uma redução entre 40 e 50% no último mês, em relação às margens normais de lucro das lojas de materiais de construção, assegurou ontem o engenheiro Arturo Espinal, presidente da Associação Dominicana de Lojas de Materiais de Construção (ASODEFE).

O Banco Central da República Dominicana, em seu relatório sobre o desempenho dos diversos setores que impulsionam a economia nacional, classificou o setor da construção civil com um crescimento de apenas 1,9% durante o período de janeiro a julho deste ano.

Espinal afirma que o mercado dominicano apresenta atualmente um excesso de oferta, devido à queda significativa nas vendas, o que, em sua opinião, contribuiu para a redução dos preços de alguns insumos, como o aço.

“De um modo geral, existe um excesso de oferta de produtos importados porque a procura diminuiu, as vendas caíram, e este fator possivelmente causou a queda do preço do aço, com uma grande oferta e uma procura reduzida”, salientou o líder sindical.

Ele afirmou que o preço dos materiais de construção se manteve estável nas últimas semanas, com uma tendência de queda, citando o caso do vergalhão importado, que diminuiu de RD$ 85.000 por feixe para RD$ 75.500, embora tenha esclarecido que ainda não receberam notificação de alteração de preço para a produção nacional.

Eliseo Cristopher, presidente da Confederação de Micro, Pequenas e Médias Empresas de Construção (Copymecom), negou que os preços dos materiais tenham diminuído e afirmou que, na verdade, a entidade que representa vem alertando para o aumento dos preços dos materiais de construção.

“Na verdade, o aço é um dos itens que mais valorizou. Se houve uma queda nos últimos dois dias, talvez seja porque compramos aço bastante caro, acima de 85.000 pesos por tonelada, o que significa que esse item, que é um dos que mais afetam o setor da construção civil, manteve uma tendência de alta”, explicou.

Ele enfatizou que “os materiais não estão em queda, pelo contrário, continuam a subir e que os agregados mantêm uma tendência de alta, assim como o aço e outros produtos.

Na opinião dele, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) estão entre os setores mais afetados porque dependem de revendas futuras. “E quando você vende por um preço e depois vende por outro, as negociações se tornam muito difíceis porque os compradores são de um segmento muito vulnerável da sociedade; são pessoas que não têm condições de pagar.”.

Os construtores

O engenheiro Hector Breton destaca que o preço do aço certamente começou a cair no mercado e explica sua opinião sobre os possíveis motivos:

“As medidas anti-inflacionárias adotadas em todo o mundo, como o aumento das taxas de juros, levaram a uma diminuição nos custos de frete da China, que há um ano eram de US$ 15.000 e agora são de US$ 8.500, e do dólar, que há um ano estava em 57,11 e agora está em 53,30”, declarou o professor de Engenharia de Custos do programa de Mestrado em Gestão da Construção do Instituto Tecnológico de Santo Domingo (INTEC).

Ele afirmou que espera uma redução tanto nos materiais importados quanto nos produzidos internamente, o que impactará o custo direto da habitação e, portanto, refletirá uma queda nos preços de novos empreendimentos.

“Os fornecedores de máquinas leves, cerâmica, porcelana, fechaduras e outros produtos já começaram a oferecer descontos para poderem liquidar seus estoques o mais rápido possível, visto que as novas mercadorias chegarão a um custo menor”, ​​destacou o empresário.

Dor de cabeça do setor

Em julho deste ano, o jornal digital El Inmobiliariocompilou uma lista com mais de 30 itens cujos preços registraram aumentos de 7% a 250%, tornando-se uma dor de cabeça para os agentes do setor e gerando problemas em um dos pilares da economia nacional.

O preço dos feixes de aço aumentou 70%. Em 2020, esse material foi vendido por RD$ 49.500, enquanto seu preço girava em torno de RD$ 84.000.

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