Extraído do Diario Libre
SANTO DOMINGO– As decisões de política monetária continuam a impactar o mercado financeiro. O Ministério da Economia informa que as taxas de juros subiram novamente em julho. A taxa ativa (para empréstimos) atingiu 12,20%, e a taxa passiva (para depósitos) aumentou pelo segundo mês consecutivo, chegando a 8,62%.
Apesar do aumento das taxas de juros, os fundos destinados ao setor privado registraram um crescimento acelerado de 15,1% em julho. Segundo o Ministério da Economia, esse crescimento foi impulsionado principalmente por empréstimos aos setores produtivos e para o consumo.
Em seu relatório mais recente sobre a situação macroeconômica, o Ministério da Economia informa que a taxa de juros ativa registrou um aumento mensal de 0,14 ponto percentual, atingindo 12,20%, mas permanecendo abaixo da média dos últimos nove anos (13,39%).
A taxa passiva registrou um aumento mensal de 1,59 pontos percentuais.
Esses movimentos combinados resultaram em uma queda de 1,45 ponto percentual na margem de intermediação, fechando em 3,57%, informou o Ministério da Economia.
Desde o final de 2021, o Banco Central da República Dominicana vem aumentando sua taxa básica de juros como medida para combater os efeitos da inflação. A taxa foi elevada de 3,00% ao ano em novembro para os atuais 7,75%, a maior desde janeiro de 2009, quando foi fixada em 8,50%.
A Associação de Bancos Múltiplos da República Dominicana explica que, quando a taxa de juros da política monetária sobe, isso gera um aumento gradual nas taxas de juros para diferentes tipos de produtos de crédito e depósito no sistema financeiro, dependendo se eles são contratados a uma taxa fixa ou variável.

Evolução dos empréstimos
Empréstimos para diversos setores produtivos e para o consumo impulsionaram o crescimento de 15,1% em julho dos recursos destinados ao setor privado, em moeda nacional e estrangeira.
Segundo o relatório do Ministério da Economia, os empréstimos hipotecários também desempenharam um papel significativo, representando 20,1% da variação.
“A consolidação do consumo privado e o dinamismo do setor produtivo – acrescenta – refletem-se no aumento absoluto, em termos anuais, das diferentes linhas de crédito: empréstimos destinados ao consumo (73,5 mil milhões), à aquisição de habitações (42,1 mil milhões) e ao comércio por grosso e a retalho (22,4 mil milhões).”.
Em seu relatório sobre o desempenho do sistema financeiro no primeiro trimestre de 2022, a Superintendência de Bancos destacou que os empréstimos apresentaram um aumento em suas taxas, passando de uma média de 9,0% em dezembro de 2021 para 10,2% em março de 2022.
A empresa também relatou um aumento na taxa de câmbio em comparação com o trimestre anterior, registrando um nível de 9,3% em março.
Inadimplência bancária
Em relação à inadimplência bancária, esta se situou em 1,03% em junho, representando uma redução mensal de 0,06 pontos percentuais, explicada em grande parte pela diminuição de 4,9% na carteira de empréstimos com atraso superior a 90 dias, indica o relatório.
“Essa tendência de queda acentuada e sustentada reflete uma melhora considerável no cumprimento das obrigações financeiras por parte dos agentes econômicos”, indica o Ministério da Economia.




