SANTO DOMINGO -O Banco Central da República Dominicana (BCRD) prevê que os fluxos significativos de remessas geradas pelas receitas do turismo, investimento estrangeiro direto e exportações continuarão ao longo de 2023. Segundo o órgão regulador, esses ganhos em moeda estrangeira continuarão a contribuir para a relativa estabilidade da taxa de câmbio atual.
Ontem, a instituição financeira informou que a moeda nacional valorizou-se 0,5% durante o mês de janeiro e que as remessas recebidas na República Dominicana no último mês totalizaram 802 milhões de dólares, apresentando um crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior, com 42,7 milhões a mais do que as recebidas em 2022 e 9,2 milhões a mais em relação a 2021.
Esses fluxos de remessas durante o primeiro mês do ano deram continuidade à tendência de crescimento observada desde o início do último trimestre de 2022, com aumentos de 0,3%, 0,1% e 0,4% em outubro, novembro e dezembro, respectivamente, conforme indicado pela entidade em comunicado à imprensa.
O montante registado em janeiro é quase o dobro do valor médio no mesmo mês no período pré-pandemia de 2015-2019, que era de 439,1 milhões, gerando um efeito multiplicador no consumo, investimento e financiamento dos setores mais vulneráveis que têm esses recursos fornecidos pela diáspora.
Segundo o Banco Central da República Dominicana (BCRD), 83,3% dos fluxos mercantil formais de janeiro vieram dos Estados Unidos, totalizando US$ 544,9 milhões. O BCRD destacou que a economia americana cresceu 2,1%, de acordo com seu Escritório de Análise Econômica, enquanto o desemprego em janeiro de 2023 ficou em 3,4%, o menor índice em mais de 50 anos.
As remessas recebidas da Espanha em janeiro atingiram US$ 45,2 milhões, representando 6,9% do total, o que a torna o segundo país em número total de residentes da diáspora dominicana, seguida pelo Haiti e pela Itália, com 1,2% e 1,0% dos fluxos recebidos, respectivamente.
A instituição destacou que os maiores fluxos de renda externa permitiram a acumulação de reservas internacionais no final de janeiro de mais de 14,6 bilhões de dólares, 12,1% do PIB, um indicador que supera os níveis recomendados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).




