Cumprir as obrigações de uma carreira tão exigente, não só em termos de tempo, mas também financeiramente, especialmente considerando que esses recursos são frequentemente escassos, representa uma grande responsabilidade, tanto em termos de aspirações pessoais quanto da qualidade dos profissionais do país. Alcançar essas conquistas demonstra aos jovens que tudo é possível se houver vontade.
Por Amelia Cuesta
Equipe Editorial El Inmobiliario
SANTO DOMINGO.- A vitória do concurso da Associação Siderúrgica Dominicana (Adoacero) 2022 está nas mãos de três apaixonados estudantes de arquitetura da Universidade Nacional Pedro Henríquez Ureña (UNPHU): María Gabriela Dotel Hernández, Romina Mejía Mejía e Rohanny Ureña Mejía.
A ideia surgiu graças à Escola de Arquitetura e Urbanismo da UNPHU e à sua tradição anual de promover o concurso entre os alunos, incentivando-os a participar utilizando a criatividade e o conhecimento técnico adquiridos durante os seus estudos, a base principal do desafio.
Os futuros arquitetos estão no 11º semestre de um total de 12. Durante seus estudos, demonstraram dedicação e paixão, sempre dando o máximo em tudo o que se propuseram a fazer, virtudes que foram positivamente recompensadas em suas notas ao longo do programa.
Foi isso que nos contaram durante uma conversa com El Inmobiliario, entrevista que concederam após esclarecerem que não poderiam dar mais detalhes sobre o projeto até o anúncio do vencedor do concurso internacional. Compartilhamos aqui as cinco perguntas que fizemos aos estudantes recém-coroados vencedores.

O que você acha dos modelos arquitetônicos que a RD está implementando atualmente em suas construções?
De um modo geral, considerando a visão arquitetônica do país, devemos levar mais em conta o clima tropical da República Dominicana, tornando o projeto e os materiais utilizados mais flexíveis, sem deixar de levar em conta as condições de desastres naturais.
Acreditamos que as novas gerações de arquitetos que estão surgindo têm a possibilidade de propor essas mudanças, tornando a arquitetura dominicana parte da identidade do país.

Eles se consideram modelos para os jovens?
Acreditamos que cada estudante de graduação recém-formado, especialmente no nosso caso, em arquitetura, é um exemplo para os jovens, pois cumprir as obrigações de uma carreira tão exigente, não só em termos de tempo, mas também financeiramente — tendo em mente que esses recursos são muitas vezes escassos — representa uma grande responsabilidade, tanto em termos de aspirações pessoais quanto da qualidade dos profissionais do país. Alcançar esses marcos mostra aos jovens que, se você quer algo, você pode conseguir.
Quais são seus planos para o futuro?
María Gabriela Dotel Hernández: “Meu plano para o futuro é me especializar em uma área da arquitetura e, possivelmente, abrir minha própria empresa.”.
Romina Mejía Mejía: “Espero adquirir experiência por alguns anos em uma empresa ligada à cenografia ou arquitetura efêmera e, se Deus quiser, cursar um mestrado em cenografia no exterior, já que não existem cursos de pós-graduação com essa especialização no país. Ao mesmo tempo, me dedicarei à dança e ao seu ensino.”.
Rohanny Ureña Mejia: “Estudar outra carreira e desenvolver diferentes projetos que tenho em mente.”.

Em qual especialidade você gostaria de se especializar?
María Gabriela Dotel Hernández: “Arquitetura Cenográfica ou Design de Interiores”.
Romina Mejía Mejía: “O ramo da arquitetura que mais me atrai é a cenografia, já que também sou bailarina e seria a forma ideal de combinar minhas duas paixões, complementando meu conhecimento de uma com o da outra.”.
Rohanny Ureña Mejia: “Ainda não tenho certeza se quero me especializar em Arquitetura, mas quero estudar outra área, que é Design de Moda.”.
O que você pode nos contar sobre o seu projeto?
O projeto preliminar é um laboratório para a industrialização da tecnologia de habitação e iluminação. Ele aborda certos problemas identificados em Santo Domingo, incorporando reciclagem e pré-fabricação industrial, e constitui um modelo que poderá ser considerado no futuro como base para a solução desses problemas.
Os alunos, orientados pela professora de arquitetura Jenny Annelisse Garrido Gautreaux, apresentarão seu projeto na 15ª edição do Congresso da Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), cujo foco principal é a indústria, a inovação e a infraestrutura.
O concurso de design em aço para estudantes de arquitetura acontecerá no Brasil em novembro próximo.




