A ABA destaca que as mulheres que utilizam serviços financeiros têm
um comportamento de pagamento melhor do que os homens, o que impacta positivamente seus
níveis de risco de crédito.
SANTO DOMINGO – As mulheres estão demonstrando maior propensão a poupar,
aumentaram seu acesso ao crédito formal e buscam produtos
que garantam segurança e rentabilidade, embora algumas barreiras ainda precisem
ser superadas para alcançar maior acesso ao financiamento, afirmou a Associação de
Bancos Múltiplos da República Dominicana (ABA).
A ABA destacou a preferência das usuárias de serviços financeiros por produtos como
contas poupança e microcrédito, onde, por exemplo, há
uma proporção de 135 mulheres para cada 100 homens na carteira de microcrédito
. A análise realizada pela entidade baseia-se no
Relatório de Gênero no Setor Bancário de 2021, publicado recentemente pela
Superintendência de Bancos.
Em comunicado à imprensa, a ABA (Associação de Bancos da Argentina) afirmou que, entre 2013 e 2020, o número
de mulheres com pelo menos um empréstimo formal aumentou a uma
taxa anual de 4,7%, superando a taxa dos homens, que foi de apenas 2,8% ao ano.
associação destacou uma maior inclusão financeira durante esse período, observando que
a participação das mulheres nas carteiras de crédito de
diversos bancos aumentou 3,3%, atingindo 37,2% do total em dezembro
de 2020.
A associação também apontou que as mulheres têm uma participação maior na
carteira de crédito para habitação popular, com 54,4%, e
uma participação quase igualitária em financiamentos imobiliários para quem adquire a primeira casa,
com 48%.
A Associação Bancária Argentina (ABA) destacou que um fator positivo identificado para as mulheres usuárias de serviços financeiros
é o seu comportamento de pagamento, que tende a ser melhor do que o dos
homens, impactando favoravelmente seus níveis de risco de crédito.
No entanto, indicou que, apesar dos avanços da última
década, as mulheres enfrentam alguns desafios que dificultam o
acesso ao crédito, incluindo dificuldades de entrada no
mercado de trabalho e falta de garantias (neste caso, fiadores).
Nesse sentido, a ABA especificou que uma porcentagem maior de mulheres possui
financiamento imobiliário sem fiador; ou seja, 76,2% delas obtêm o
empréstimo sem qualquer garantia, enquanto na carteira masculina essa
porcentagem é de 63,1%.
A associação ressaltou que existem diversas iniciativas no setor bancário comercial que
visam promover políticas e iniciativas para fortalecer a igualdade de gênero
tanto nos aspectos produtivos quanto pessoais.




