Eles fazem um apelo urgente às autoridades competentes para que encontrem uma solução abrangente que permita o bom andamento dos procedimentos e evite o colapso e a possível falência de um setor vital para o desenvolvimento do país.
SANTO DOMINGO - Atualmente, o setor da construção civil enfrenta atrasos significativos na obtenção de autorizações e licenças, apesar de ser um pilar da economia nacional, denunciou ontem a Associação de Construtores de Santo Domingo Leste (ASCODE).
Proprietários de empresas de construção explicaram que, devido à má gestão a nível estadual, estão enfrentando atrasos no cronograma de obras, aumento de despesas, financiamento e taxas de juros mais elevadas, além de alterações nas datas de entrega previstas.
Em um comunicado de imprensa enviado ao El Inmobiliario, explicam que o Ministério do Turismo (Mitur) apresenta o cenário mais problemático, pois, segundo a associação, emite aprovações sob um decreto temporário que ainda não tem caráter de lei e impõe restrições que dificultam o crescimento do setor turístico e imobiliário, carecendo de justificativa legal ou regulamentação clara.
“Os procedimentos podem se arrastar por mais de dois anos, sem soluções concretas ou abordagens objetivas. Esse processo deve estar em conformidade com a lei; a responsabilidade legal pela emissão da licença de uso do solo, bem como pela aprovação da densidade e altura dos projetos, recai sobre os municípios”, afirmou a entidade.
Eles também reclamaram da falta de mão de obra local e estrangeira.
No comunicado de imprensa, o sindicato afirma que instituições como o Ministério da Habitação, Habitat e Edificações (Mivhed) estão enfrentando atrasos na emissão de alvarás de construção que variam de cinco meses a um ano, e que há limitações na emissão de licenças de construção em áreas turísticas, devido à inação da Mitur.
“Por outro lado, o Ministério do Meio Ambiente enfrenta atrasos que variam entre três e seis meses, com alguns casos chegando a dez meses”, afirmou a ASCODE.
A associação de construção civil de Santo Domingo Leste vê o compromisso do governo em reduzir os prazos de processamento nas instituições públicas, a fim de impulsionar a economia do país, se dissipando.
Mais problemas
Além das demoras na obtenção de alvarás de construção junto a órgãos públicos, a ASCODE aponta outra dificuldade: “Na cidade de Santo Domingo Este, especialmente nas áreas de maior crescimento e desenvolvimento vertical, foi implementada uma nova restrição: a suspensão da concretagem após as 18h. Essa medida dificulta o desenvolvimento de uma das áreas de crescimento mais rápido. O processo burocrático para a concretagem está defasado em relação às necessidades atuais”, afirmou a associação.
Chamada urgente
O engenheiro Riubell Montes de Oca, presidente da associação, fez um apelo urgente às autoridades competentes para que encontrem uma solução abrangente que permita o bom andamento dos procedimentos e evite o colapso e a possível falência de um setor vital para o desenvolvimento do país.




