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Armazenar documentos de clientes pode evitar problemas futuros para corretores de imóveis

O advogado, especialista em lavagem de dinheiro, pediu aos agentes que preenchessem o formulário de diligência prévia de seus clientes, pois nesse documento eles poderiam detectar anomalias e alertas sobre ilegalidades.

SANTO DOMINGO - Os agentes imobiliários devem guardar toda a documentação dos clientes por até dez anos, o que servirá de comprovação para qualquer eventualidade que possa surgir no futuro.

A especialista Loraine Durán, que chefia a divisão de lavagem de dinheiro da Direção-Geral de Impostos Internos (DGII), recomenda que os corretores de imóveis apresentem esses documentos comprobatórios, que os ajudarão a fundamentar seus argumentos e a se eximirem de responsabilidade perante os órgãos reguladores caso surja algum problema.

Ele reiterou que devem manter registros das transações para que, no futuro, tenham todos os documentos necessários caso a DGII os solicite, e possam cumprir o que exigem as normas do setor.

Ele pediu aos representantes das agências imobiliárias que se mantivessem vigilantes para ajudar o setor a prevenir e mitigar a lavagem de dinheiro, em um dos setores onde casos dessa natureza são mais frequentes.

O advogado, especialista em lavagem de dinheiro, pediu aos agentes que preenchessem o formulário de diligência prévia de seus clientes, pois nesse documento eles poderiam detectar anomalias e alertas sobre ilegalidades.

Duran expressou suas opiniões durante sua participação no webinar “Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo na República Dominicana”, organizado pela Associação de Corretores e Empresas Imobiliárias (AEI), que contou com a participação de centenas de representantes do setor.

Ele afirmou que existem sinais de alerta, citando casos em que não é possível comprovar os investimentos, "um cliente que vai comprar um imóvel e quer colocá-lo em nome de um terceiro sem ter qualquer ligação com ele", explicou.

Ele observou que o limite legal para transações de compra de imóveis é de US$ 15.000, esclarecendo que aqueles que pagarem menos do que esse valor não estarão sujeitos a investigação caso sejam considerados de alto risco.

“Não é que, se pagarem acima desse valor, serão necessariamente investigados; transações suspeitas podem chegar a dois mil dólares, e desde que o cliente apresente parâmetros que sugiram lavagem de dinheiro, será investigado”, explicou.

Ela reiterou que os agentes imobiliários estão entre os profissionais da linha de frente que podem identificar casos suspeitos, pois existem padrões gerais que podem revelá-los, “por exemplo, se o perfil do cliente que quer comprar, a documentação que ele fornece, não corresponde ao preço que ele deseja. Vocês são os que recebem o cliente, lidam com ele, portanto, podem perceber coisas na rua que o órgão regulador não consegue ver de sua mesa”, destacou a especialista.

AEI e seu ciclo de treinamento

O seminário faz parte do programa de formação desenvolvido pela AEI, destinado a agentes imobiliários, aos quais a Associação disponibiliza constantemente cursos e diversas sessões educativas, com o objetivo de fortalecer a prática do setor imobiliário no país.

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